quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

" O Engatador"

Numa longínqua noite de sábado, quando eu tinha 12 anos e ainda acompanhava minha mãe à missa, estávamos voltando para casa a pé, quando percebi que havia um sujeito nos seguindo.

- Mãe!

- O quê?

- Tem um cara seguindo a gente.

- Onde?

Quando ela se virou, ele havia sumido.

Continuamos andando e algum tempo depois, ele reapareceu.

- Mãe! Olha!

Tarde demais, o cara possuía a habilidade do Mestre dos Magos pra desaparecer.

- Pára de graça!

- Mãe, é sério!

- Você anda bebendo?

- Claro que não! Isso só vai acontecer daqui a 20 anos, quando eu tiver um blog.

- Um o quê?

- Esquece, mãe, ainda não inventaram. Eu acho...

Com 12 anos é óbvio que eu não bebia. E também não era médium. De modo que aquele cara não era um fantasma. Era real.

Ele era alto e forte e seu rosto era idêntico aquele personagem Wally, do livro “Onde está Wally?”

Nesse livro havia vários desenhos de pessoas e o desafio era você encontrar o Wally no meio deles. 


Este é o Wally:






Encontre o Wally:






Seguimos em frente. Eu temia por mim e por minha mãe. O que aquele ser bizarro queria com a gente?

De repente, o perseguidor fez um gesto que me deu certeza absoluta que o negócio dele não era com a minha mãe: olhando fixamente pra mim, o cara deu uma segurada na sua parte íntima e uma forte mexida, como se mudasse a marcha de um carro com a embreagem ruim.

Encontramos um policial e eu, apavorado, contei que havia um cara nos seguindo. E então o “Wally” sumiu de vez.

Dias depois, estava eu voltando de um aniversário na casa do meu amigo Danianderson, quando, na mesma Praça da Igreja, ouço um “psiu”. Quando olho, lá estava ele com a mão nos “países baixos”.

Eu cheguei em casa tão rápido que até hoje tenho dúvidas se corri muito ou me teletransportei.

Fiquei com vergonha de contar pra minha família e acabei falando pra alguns amigos, entre eles, o Oscar.

E é claro que quando contei da “troca de marchas” o Oscar quase morreu de tanto rir. Mas, logo percebeu que o negócio era sério. Então, começamos a espalhar pra galera e a andar em bandos, para minha proteção.

Mas, não adiantou nada. O cara, todas as vezes que me via, fazia aqueles gestos obscenos olhando pra mim.

E foi por causa da sua “troca de marchas” que o apelidamos de “O Engatador”.

Pra piorar a situação, o cara trabalhava numa loja cujos fundos davam para a quadra de esportes do clube que eu e meus amigos jogávamos basquete. Da janela, o cara ficava fazendo “psius”, me chamando, perguntando meu nome, dizendo que queria “só” conversar comigo etc. Eu ficava mudo de medo e os meus amigos, todos da mesma idade, também.

Por que não jogávamos basquete na outra cesta? Porque desgraça pouca é bobagem. A outra cesta estava quebrada na época.

Você conhece alguém que aparentemente é calmo, mas, na verdade, dentro dele possui um vulcão que de vez em quando entra em erupção?

Prazer! Eu sou desse tipo.

Pois bem, certo dia, Oscar e eu estávamos jogando basquete quando O Engatador apareceu na janela. Ele começou com suas gracinhas e eu fiquei com a cara muito fechada, muito sério.

O Oscar conta essa história pros outros até hoje e, segundo o relato dele, nesse dia, eu estava acertando todas as cestas, numa espécie de concentração que beirava o transe e que talvez só Michael Jordan conseguisse alcançar nos momentos decisivos das partidas.

E o Engatador falando...

Meu desempenho na quadra de basquete estava cada vez mais impressionante. Tivesse um olheiro da NBA ali, eu tava feito. Houve um momento em que o Oscar achou que eu, com 12 anos e 1, 56m de altura, poderia enterrar.

E o Engatador falando...

De repente, peguei a bola de basquete e joguei com toda a minha força em direção a janela em que o Engatador estava. A bola explodiu na grade de proteção e eu explodi em palavrões e insultos de todos os tipos em direção aquele pedófilo que me xavecava.

- Eu vou te pegar, moleque!

- Vem aqui se você for homem, seu filho da p*#@!!! Eu vou macetar você com as minhas mãos!!!

Nunca vi o Oscar com os olhos tão arregalados, parecia a Marge Simpson.

Como eu não parava de xingar e gritar, o Engatador sumiu dali.

E eu nunca mais o vi... Até que...

Dias atrás estava conversando com um amigo na rua, quando o Engatador passou e o cumprimentou.

- Você o conhece? – perguntei.

- Conheço, trabalhou comigo.

Fiquei sabendo do seguinte: o Engatador havia se convertido a uma rigorosa religião e havia se casado. Inclusive, a mulher de saia e buço assustador que o acompanhava era sua esposa.

Fosse eu vingativo e ele iria ver: colocaria uma berinjela de Itu dentro da calça e quando ele estivesse saindo de terninho da sua igreja eu diria o seguinte:

“- Ei! Psiu! Vem aqui! Eu só quero conversar com você!”

E daria uma sacudida na berinjela.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tudo é uma questão de contexto

Quando você era um bebê, após cada mamada, sua mãe ficava batendo nas suas costinhas até você arrotar.

Hoje, se você arrota à mesa após o almoço, corre o risco de levar uma panela de pressão fervendo na cabeça, acompanhada de frases como:


“Porco!”
“Nojento!”
“Sem educação!”
Etc.

Já na cultura árabe, quando você arrota após uma refeição, significa que você gostou tanto da comida, que acabou comendo mais do que podia, sentindo a necessidade de arrotar.

Em outras palavras, indica satisfação.

Tinha um amigo que era capaz de dizer qualquer palavra arrotando. Uma vez, apostamos se ele era capaz de soletrar arrotando a palavra “inconstitucionalidade”. Ele disse arrotando letra por letra. Era um verdadeiro gênio do arroto. Mas, era péssimo em Língua Portuguesa e no lugar da segunda letra “c” da palavra, ele me colocou um “ç”.

Perdeu a aposta e nunca mais arrotou de tanta insatisfação.

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Graças a internet, a gente consegue se comunicar com uma pessoa do outro lado do mundo. Por isso, ouvimos tanto aquela frase: “A Internet aproxima as pessoas”.

Mas, há controvérsias...

Você viaja e fica um tempo sem ligar o computador. Na volta, descobre que há três semanas NINGUÉM entra no seu Orkut.

(Aliás, que frase é essa, não? “Ninguém entra no seu Orkut.” Não sei por que me veio à cabeça a imagem de um supositório.)

Aí, você vai pro Facebook, que tá mais na moda. Você vê ali que tem uma publicação no seu mural. Na verdade, um amigo respondeu uma pergunta sobre você: “Defina Paulo Sergio em uma palavra”. A pessoa responde: “Saudade!”

Puxa, que bacana! As pessoas ainda se lembram de mim. Mas, cadê o olho no olho, o toque na pele, o cheiro, o calor, o abraço, o beijo no rosto? Não tem!

As pessoas estão todas na correria (inclusive eu). Trabalham feito máquinas, correm o tempo todo atrás de dinheiro e mesmo quando mexem no computador, o fazem no meio do trabalho.

Eu quero encontrar os meus amigos, conversar besteiras, conversar sério, rir muito, chorar no ombro, enfim, ter contato humano.

Minha amiga disse que seu namorado vivia adicionando meninas diferentes no seu Orkut a cada dia.

- Quem é?

- Conheci na academia. – ele respondia.

Ela não gostava, mas ficava na dela. Certo dia, viu uma loira bonitona toda insinuante pra cima do seu namorado. Dessa vez não aguentou e reclamou:

- Na boa, essas garotas que você está adicionando no seu Orkut estão me incomodando.

- Que garotas?

- Aquelas da academia. E principalmente essa loira chamada Desirré.

- Ah, não! A Desirré não é da academia.

- É de onde, então?

- Não sei, nem conheço. Ela pediu pra adicionar, eu adicionei.

Depois do Orkut, é claro que eles conversaram no MSN. E não ficou só nessa “paquerinha virtual”. Descobriram que moravam perto e a curiosidade de se conhecerem pessoalmente cresceu tanto, que resolveram marcar um encontro “ao vivo”.

Minha amiga e o seu namorado se amavam. Ele se arrependeu do encontro, mas, já era tarde. Minha amiga descobriu tudo e por ter perdido a confiança nele, terminou o namoro.

Nesse caso, a internet aproximou duas pessoas... que não se conheciam.

Mas, também, afastou duas pessoas... que se amavam.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Pergunta




Hoje, fui fazer leitura de luz numa cidade vizinha à Atibaia. No meio do roteiro, bati palmas numa casa e o mesmo tiozinho que me atende há 4 anos perguntou:

- Ah, é você que tá fazendo leitura aqui hoje?

- Sim. – respondi tranquilamente. Embora minha vontade fosse responder:

“- Não. Eu sou o CLONE do leiturista que veio no mês passado. Tá ligado naquela novela do Vale a Pena Ver de Novo?”

Esse tiozinho, todos os meses, me faz as mesmas perguntas. Sinceramente eu não sei se é carência misturada com falta de assunto ou se ele sofre algum tipo de amnésia parecida com a da moça do filme “Como se fosse a primeira vez”, que, aliás, passou hoje na Sessão da Tarde.

Enquanto eu fazia a leitura, ele perguntou:

- Você é de Atibaia?

Bom, se ele perguntou se eu sou especificamente de Atibaia é porque eu mesmo já falei pra ele outras vezes que sou de Atibaia. E se ele sabe que sou de Atibaia, por que ele me pergunta se eu sou de Atibaia?

Respondi:

- Sim, de Atibaia.

Embora quisesse responder:

“- Não, sou de Marte. Mas, a minha mãe, que é mulher, é de Vênus.”

Mas, vai que ele me responde:

“- Ah, mas, na tua placa tá escrito: Atibaia- SP.”

Aí, eu olho pra trás e há uma placa de carro pendurada em mim!

Não! Seria muita loucura!

Antes que ele me fizesse mais perguntas repetidas, me despedi falando muito, pra não o deixar retrucar, e sai andando dali rapidamente.

Terminada a leitura, lá pelas 2 horas da tarde, sentei no ponto de ônibus, suado, empoeirado, cansado, com fome e com sede, quando eis que surge a minha frente ele: o tiozinho das perguntas cretinas.

- Opa!

- Opa.

- Você já terminou?

- Já.

- Tá esperando o ônibus pra Atibaia?

Primeiro: eu sou de Atibaia!
Segundo: naquele ponto de ônibus só passa ônibus para Atibaia. Nem circular da cidade passa ali.

- Tô!

- Quantas leituras você tinha hoje?

- 513.

- 513?!!!

- É.

- E dá tempo?

- Dá. Eu comecei bem cedo.

- E já terminou?

- Sim. Tô esperando o ônibus pra voltar pra casa.

- Mas, você volta depois?

- Não, eu já terminei a leitura hoje.

- Mas, então volta outro no seu lugar à tarde pra terminar.

- NÃO! EU JÁ TERMINEI AS 513 LEITURAS DE HOJE!!!

Depois desse breve momento de exaltação da minha pessoa, abri a mochila e apanhei um livro chamado “Como Conquistar as Pessoas”. Quase enfiei o livro na minha cara pra mostrar pro tiozinho que eu estava lendo e não queria papo.

Silêncio... que durou apenas 20 segundos!

- Você gosta de ler?

- Não, minha mãe tem LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e diz que dói muito.

Ah! Peguei ele!

- O quê? Sua mãe não sabe ler?

- Ai! Esquece!

- Eu acho difícil ler.

Eu também! Ainda mais com o senhor do meu lado enchendo os pacovás!

- Eu tô acostumado desde criança.

- O que você tá lendo?

- “Como Conquistar as Pessoas”?

- Pra quê?

- Pra tentar me relacionar melhor com as pessoas.

- Com todas as pessoas?

- Ah... Talvez. E por que não?

- Mas, com todas as pessoas?

- É! COM TODAS AS PESSOAS! - voltando a ficar irritado.

- E você acha sinceramente que dá pra se relacionar bem com TODAS as pessoas?

Fiquei olhando pra cara daquele infeliz, com a pergunta dele ecoando na minha mente. E acho que se o meu ônibus não tivesse chegado naquele exato momento, eu teria jogado o livro no lixo.

E agora eu pergunto a você: teria ele razão?


sábado, 15 de janeiro de 2011

Propaganda Enganosa - 2


Uma mulher veste uma calça de lycra branca e anda de bicicleta toda sorridente por um parque florido. Vai para casa e algum tempo depois alguém buzina a sua porta. Ela aparece vestida de uma microssaia e desce escorregando pelo corrimão da escada de entrada da casa. Na calçada, vira uma estrela e dá um salto no colo do namorado bonitão que a rodopia no ar.

Agora imagine que essa mulher está menstruada.

Quando eu assisto propaganda de absorvente íntimo, fico com a impressão de que aquela mini fraldinha pode resolver todos os problemas da humanidade.

Onde foi parar a TPM da mulher da propaganda?

E como ela consegue usar roupas branquíssimas (provavelmente lavadas com Vanish), saia, andar de bicicleta, virar estrela e tudo o mais sem deixar escapar uma só gota ou sem o absorvente sair do lugar?

- Ah, mas é que os absorventes agora vêm com abas maiores.

Nossa, mas, então o modes dela deve ter a envergadura de um pterodáctilo!

Outra coisa que não entendo: por que quando eles fazem o teste de absorção do absorvente o líquido é sempre azul?

Certamente estão querendo expandir o público alvo e agora investirão nas mulheres Avatar.

Sem falar que eles afirmam com tanta convicção o poder de absorção do negócio que eu imagino que se uma mulher usando um absorvente pular numa piscina olímpica em 15 segundos a piscina ficará vazia.

Falando em piscina, que tem água, lembrei agora de guarda-chuva.

O cara que inventou o guarda-chuva é o maior engana-trouxa do mundo!

Se você tem que descer de um carro pra entrar em casa e abre o guarda-chuva, ele até resolve.

Agora, quem é obrigado a trabalhar na rua debaixo de chuva (como eu) sabe muito bem que o guarda-chuva não serve pra nada.

Mesmo que o guarda-chuva tenha o tamanho de um guarda-sol, suas pernas e seus pés vão ficar encharcados!

Seu tronco e seus braços ficarão ensopados por causa do vento que sopra na horizontal.

A única coisa que realmente ficará seca é a sua cabeça.

Mentira!

O vento virará o guarda-chuva do avesso três vezes seguidas e 3 varetas vão estourar. Você vai jogar aquela merda fora e chegará em casa com o cabelo parecendo um ninho de pomba com incontinência urinária.

Pior é o nome: guarda-chuva.

Esse objeto na verdade só serve pra agravar o caso de quem sofre de bursite no braço que o segura. Porque na verdade, quem “guarda a chuva” toda no próprio corpo é você.

ODEIO guarda-chuvas!!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pequeno Pônei - parte 5

Quando eu tinha 12 anos e o videocassete era o “último grito” em tecnologia, estava assistindo a um filme na casa do Pequeno Pônei quando, subitamente, ele se levantou e disse:

- Vou ao banheiro.

- Você não vai parar o filme? – perguntei.

- Não precisa. Depois eu volto ele.

Rebobinar fita de videocassete era algo bastante demorado, ainda mais se compararmos com o DVD de hoje. Era muito mais fácil parar o filme e esperar o Oscar voltar. Mas, quem é que convencia aquela mula teimosa?

Fiquei assistindo ao filme sozinho quando, de repente, a imagem congelou.

- Ué?!

Como eu não sabia mexer naquele aparelho, fiquei ali esperando o Oscar voltar pra ele ver o que havia acontecido. Mas, de repente, começou a passar o filminho da Sessão da Tarde na TV, em seguida, SBT, Band, Cultura... os canais mudavam sozinhos!

- O que tá acontecendo?

Um minuto depois, o Oscar voltou pra sala.

- Pô, Paulo, porque você tirou o filme?

- Cara, eu nem sei mexer no videocassete.

- Cacete, Paulôôô! Então por que você mexeu?

- Não, mexi, caramba! Tô falando!

- Puta merda! Agora meu pai vai me matar porque você estragou o vídeo.

- Ah, Oscar, vai tomá no...

- Olha o quadro!

- Ai, desculpa, Deus!

Explicação: Na sala da casa do pai do Oscar havia um quadro com a imagem de Jesus Cristo. E nós dois, todas as vezes que falávamos palavrão (e falávamos muito) na frente do quadro, pedíamos desculpa pra Deus.

Ficamos ali discutindo quase meia hora por causa do bendito videocassete. O Oscar apertava tudo quando é botão e o negócio não funcionava. Aí ele me acusava e eu ficava super nervoso porque não tinha feito nada e porque não podia falar palavrão na frente do quadro.

Quando estava prestes a matar aquele equino do Oscar com minhas próprias mãos, ele começou a gargalhar mais alto do que o Bira do Programa do Jô.

- O que foi? – perguntei puto.

Atrás do sofá que eu estava sentado assistindo ao filme, havia uma pequena janela de onde o Oscar ficou apontando o controle remoto e mudando de canal.

Isso lembra algo?

Não!

Então, vejam ou revejam este vídeo que vocês vão entender o que eu tô falando...

Clique  AQUI !

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz 2011




Segundo a tradição popular, comer galinha no Réveillon dá azar.

Explicação: Como a ave cisca para trás, a vida da pessoa que a comeu também andará para trás.

Em 2009, seu Maneco da padaria se envolveu com uma funcionária 30 anos mais nova. Ela se chamava Magali e por causa da sua “boa” índole era conhecida por Magalinha.

Na noite do Réveillon, em meio a farinhas, pães e doces da padaria, seu Maneco provou da “canja” de Magalinha. Ficou tão apaixonado que a pediu em casamento.

Um mês depois, Seu Maneco sofreu um enfarte fulminante ao descobrir que com apenas 30 dias de casado havia levado 18 chifres!

Essa historieta nos faz concluir que realmente comer galinha no Réveillon dá azar, além de nos remeter a outro sábio dito popular:

“Onde se ganha o pão não se come a carne.”

E onde se faz o pão, também não! Ainda mais se a carne for de galinha e a noite for de Réveillon.

Seguindo a mesma lógica, dizem que comer carne de porco traz sorte. Porque como o animal fuça para frente, a vida de quem o come também andará para frente.

O mesmo vale para carne da vaca, outro animal que anda para frente. Mas, CUIDADO!!! Não vá me inventar de passar o Réveillon na Índia, onde a vaca é sagrada, e fazer churrasco! Azar na certa!

Se bichos que andam para trás dão azar e bichos que andam para frente trazem sorte, o que aconteceria se eu comesse caranguejo, que anda de lado?

Acho que teria um ano bem mais ou menos.

E o que aconteceria se uma tribo de canibais sequestrasse e comesse o Curupira?

Este folclórico ser anda para frente, mas, tem os pés virados para trás. Acho que os canibais teriam um ano se falso azar.

O que seria um falso azar?

É algo que inicialmente parece azar, mas, depois se mostra como a sorte grande da tua vida. Por exemplo:

Você perde o emprego. Na volta pra casa, bate o carro com o seguro vencido. Chega em casa e a sua mulher te entrega os papéis do divórcio para assinatura. Você não ama aquela baranga chata, mas, sabe que nas suas condições jamais arrumará coisa melhor. Pra piorar, ela te deixa pra ir morar com o tiozinho sorveteiro, com aquela baita pança. Você está tão desmoralizado que chora dias, trancado no quarto.

Uma semana depois, você ganha sozinho na mega sena da virada. Passa o resto da vida comemorando!!!

E aquela baranga que vá pra... casa dela, tomar sorvete.

Em 2011 pretendo obter grandes conquistas. Sei que não vai ser fácil, por isso, no Réveillon vou comer algo que com toda certeza vai me trazer sorte como nada me trouxe antes: carne de centopéia!

Sim, pois, se um animal que anda pra frente como o porco e que só tem 4 patas nos traz sorte, imaginem um animal que anda pra frente, no alto das árvores e ainda por cima, chega a ter, dependendo da espécie, 191 pares de pernas. São 382 patas!!! É muita sorte!




Embora este último texto do ano tenha saído bem mais ou menos, eu não comi carne de caranguejo.

Desejo a você que está lendo um 2011 cheio de realizações, muita saúde, muito dinheiro, muito amor, muito s...orvete, muito tudo o que você quiser! Desejo ser feliz e que você seja feliz também! Altos e baixos sempre irão existir, mas, estou aprendendo, com uma pessoa mais que especial, a focar no que é bom. Essa pessoa não é guru, mas, é uma das pessoas mais felizes que conheço. Otimista, positiva e cheia de fé. Tudo o que ela batalha pra conquistar ela conquista. Portanto, pra mim, ela é uma inspiração.


FELIZ 2011!!!


P S: O Leiturista


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal



Desde 2004, ficou instituído que na Ceia de Natal da minha casa, ninguém mais levaria pavê de sobremesa.

Pelo amor de Deus! Eu não aguentava mais aquela piada:

- É pavê ou é pra comer?

No último ano eu quase respondi:

- Não! É pra cagar!

- O quê?!!!

- É sim! Por que este pavê foi preparado à base de bolacha ao leite, coalhada, ameixa, mamão, iogurte Activia e duas gotas de Lacto Purga pra dar sabor.

- É sério?

Pior do que a piada do pavê são essas pessoas que não entendem outra piada que não seja a do pavê.

A gente tira essa pessoa no Amigo Secreto. Ela é linda, magra e super boazinha. Mas, para dar graça à brincadeira, descrevemos a pessoa com todas essas características invertidas:

- A minha Amiga Secreta é horrorosa, uma baleia de tão gorda e mais chata que o Galvão Bueno. A minha amiga secreta é a... SUZANE!

Mas, ao invés de vir te abraçar, a menina sai correndo e chorando de soluçar.

Se a gente a tivesse chamado de Suzane Von Richthofen, ainda vá lá! Mas, chorar por causa de uma ironia? Ah, é muita sensibilidade natalina.

Mas, sensível mesmo é aquele tio roqueiro que ficou velho e solteiro. Ele bebe todas e mais algumas. Sem a gente tá esperando ele nos agarra pelo braço, apanha o microfone do video-kê e começa a nos elogiar bem alto:

- Esse cara aqui é muito inteligente, educado, trabalhador...

Prevendo que aquele discurso é mais longo que os discursos do Fidel Castro, a gente corta:

- Obrigado, tio. Mas, agora eu preciso ir.

- Espera aí! Eu tô falando! Pombas!

Ele te segura firme e recomeça:

- Esse cara aqui é muito inteligente, educado, trabalhador...

- Tio, você não tá entendendo! Eu PRECISO sair daqui urgente!

- Espera um pouquinho, cacete! Eu tô falando!

- Tio, eu preciso MESMO sair daqui. Eu comi o pavê de Activia e se não correr eu...

- Espera um pouquinho! Eu tô falan...

- TIO!!! PUTA QUE O PARIU! ME LARGA SE NÃO VAI DAR MERDA!!!

Então, o tio entende aquilo como um desafio e muda o rumo do discurso:

- O QUÊ?!!! Quem você tá pensando que é? Tá convencido só porque fez faculdade? Você não passa de um merdinha que não saiu das fraldas e...

Aí vem a tia viúva que “carrega aquela cruz” e o leva embora, carregado, antes que ele comece a chorar ou a cantar Raul.

O que eu não acho justo são aqueles amigos bombados do meu sobrinho que aparecem em casa e tomam toda a nossa cerveja na faixa!

- Não é por nada, mas, fala pros teus amigos colaborarem e trazerem pelo menos uma caixinha. Os caras bebem todas, pô!

Meu sobrinho falou. E no ano passado os dois amigos “bombas” me apareceram aqui com uma garrafa de Bavaria quente cada um!

E continuaram bebendo da nossa cerveja boa e gelada...

Mas, pelo menos não trouxeram o cantor Leonardo pra abrir as garrafas cantando: “- Hoje é sexta-feira – á!” O que já é uma grande coisa!

Mas, só porque a véspera do Natal passado caiu na quinta.

Meu medo é que a véspera deste vai cair na sexta...



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Desejo a todos que tem a paciência de ler o que escrevo, aos que comentam, aos que me seguem, aos que me indicam, que neste Natal recebam algo muito especial, seja um presente material, seja uma pessoa, seja grande, seja pequeno, mas significativo. Enfim, que cada um de vocês receba algo que deseja muito! A maioria aqui, não conheço pessoalmente, mas, todos são muito importantes para a continuidade do blog e para o crescimento da minha auto estima. Portanto, são muito importantes para mim! Por isso, desejo de coração que tenham um Natal realmente FELIZ!!!

Abraços e beijos!

Paulo SergioP S: O Leiturista