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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Como se dar bem na vida? (continuação)




PLANO DE COMO SE DAR BEM NA VIDA (PARA HOMENS)

Para as mulheres, um único plano foi dividido em 6 passos.

Para os homens, há 3 pequenos planos.

Plano 1 :

- Faça um teste pra Malhação ID e passe! (se vira!);

- Monte uma banda pop;

- Não é preciso ser grande ator ou cantor;

- Porém, é necessário ser bonito (pelo menos na opinião das adolescentes), ter um estilo moderno e um nome estranho que comece, por exemplo, com a letra F. Sugestões: Fiantã, Fiofó, Foreves...

- E o mais importante: é preciso ser filho do Fábio Junior.

Você deve estar se perguntando: “- Mas, como eu posso ser filho do Fabio Junior?”

Veja a lógica:

Fabio Junior tem 56 anos e já se casou 6 vezes. Logo, ele já deve ter pegado tantas mulheres na vida quanto os personagens do Zé Maier. Portanto:

- Se você tem entre 1 e 40 anos;

- Sua mãe é fã do cantor;

- E ela já foi a pelo menos um show dele na vida...

Então, você tem pelo menos 95 % de chance de ser filho bastardo do Fabio Junior (segundo o matemático Oswald de Souza).

Se você se encaixa nesse perfil, vá ao Programa do Ratinho e peça um teste de DNA.

(Aliás, o Programa do Ratinho ainda existe?)

- Depois, você tem 2 opções:

a) Conseguir um quadro no Fantástico com adolescentes;

Ou

b) Fazer mudança de sexo e pousar na Playboy, vendendo mais revistas que a Juliana Paes e as 4 edições da Sheila Carvalho juntas (se vira!)













 Plano 2 :

- Candidate-se a vereador na sua cidade e ganhe (se vira!);

- Vá a todos aqueles cursos de aperfeiçoamento em cidades turísticas oferecidos pela câmara dos vereadores;

- Use o dinheiro das diárias (que chegam a R$500,00) para conhecer os pontos turísticos, ir a restaurantes, bares, fazer compras. E, claro, leve a família toda (menos a sogra. A não ser no caso de querer atirar a velha nas Cataratas do Iguaçu e forjar um acidente);

- Só tome cuidado pra não ser seguido por nenhum repórter do Fantástico, como aconteceu nesse caso: CLIQUE AQUI!

PAUSA PARA COMENTÁRIO PESSOAL:

“A Lei eleitoral proibiu o humor político. O problema é que mesmo quando se quer falar sério sobre o assunto, existe “palhaçada” no meio (como na reportagem exibida pelo Fantástico). No Brasil, política e humor parecem companheiros inseparáveis. É como Batman e Robin, Chitãozinho e Xororó, Top Five e Palmirinha, João Gilberto e mau humor... Logo, se não podemos fazer humor com a política, então, não podemos nem sequer falar no assunto.”

Plano 3:

- Nasça numa família pobre e numerosa (no mínimo 12 irmãos), cresça magricelo e subnutrido, jogando “pelada” na rua todos os dias. Estudar? Pra quê? Não perca tempo, seu foco é ser jogador de futebol;







Jogando "pelada"


- Faça teste num time do segundo escalão. Dica: jogue na lateral (hoje em dia, todo mundo quer ser atacante). Como não vai haver mais ninguém pra competir com você, a vaga no time será sua;

- No primeiro jogo contra um time grande, dê o seu melhor em campo que o adversário vai te contratar;

- Com o tempo, o técnico vai ficar encantado com a sua habilidade e vai te testar no ataque. Aproveite!;

- Você será a grande sensação do campeonato e todos vão pedir você na seleção;

- Na hora de dar entrevistas, você vai ficar muito envergonhado, afinal, não estudou e mal sabe falar o Português. Mas, tudo bem. Basta copiar a fala de algum jogador mais velho, que você gosta. Afinal, todo jogador de futebol fala igual mesmo.

- Nunca diga a um torcedor descontente, por meio de uma Twitcam: “- O que eu gasto de ração com o meu cachorro, tu ganha por mês!” A socialite Vera Loyola gasta com os cães dela, muito mais do que você vai ganhar na vida toda, mas, nunca te jogou isso na cara!;

- Quando você for contratado pra jogar na Europa, aí sim, vai ver que sua vergonha por não falar bem não tinha cabimento. Pra que falar bem o Português se você vai morar na Espanha?;

- Quando você se aposentar, funde uma escolinha de futebol ou vá ser comentarista na TV. (Se possível, no lugar do Neto, que é um chato!)



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O que ver na TV as quartas-feiras?

Embora meu esporte predileto seja o basquete, também gosto muito de futebol.
Só acho um exagero o espaço dado a ele nos programas esportivos. Globo Esporte, por exemplo, deveria se chamar: Globo Futebol.

Outro dia, aproveitando a folga no trabalho assisti a esse programa. Passou umas 2 horas de futebol, depois uma entrevistinha mixuruca com a Sassá (que havia acabado de ser campeã do Grand Prix de vôlei) e pra fechar com chave de ouro (ou, com chave de bosta, como diria meu tio Ricardo): uma matéria sobre rodeio!

Rodeio é esporte??????????

Então, sado masoquismo também é!

Imagine-se no lugar do boi: vem um cara e coloca um negócio pra apertar o teu saco (ou peito, no casa das leitoras mulheres ou travestis). Quando você já não aguenta mais de dor, vem outro lazarento e monta nas tuas costas. Você esperneia de raiva. Aí, 8 segundos depois, quando você finalmente consegue derrubar aquele encosto e chifrar a bunda dele, o povão que tá assistindo ainda fica com pena... dele.


Mas, pior do que ser boi de rodeio é assistir futebol na Globo as quartas-feiras. Não pelo futebol em si, mas pelos comentários do narrador Cleber Machado. Acho que nem o Dalai Lama teria paciência pra ouvir as asneiras que ele fala.

Outro dia, ele falou que o Kaká é melhor que o Pelé de hoje. Puta que o pariu! É óbvio! O Pelé (de hoje) tá com quase 70 anos!

Se bem que se o Kaká entrasse numa disputa de 10 pênaltis com a minha avó, que tem 90 anos, ele perderia. É que ela tem a joanete muito acentuada, então, toda bola que ela chuta pega muito efeito, enganando o goleiro.

Conclusão: Cleber Machado comentando – pior pro futebol, melhor pro CQC que sempre vai ter o que colocar no Top Five.

Pra fugir do futebol das quartas, não restam muitas opções. Novela do SBT, ninguém merece! TV Cultura na minha casa pega muito mal. Então, o negócio é sintonizar na Record e assistir Ídolos (que, aliás, é o meu programa de humor favorito).


Quando o cantor Belchior sumiu, eu jurava que ele tinha sido influenciado pelo personagem do Alexandre Borges, o Raul, da novela Caminho das Índias. Eu pensei: agora, o Belchior vai arrancar o bigodão, passar máquina zero no cabelo, se inscrever no Ídolos e começar tudo de novo, com outra identidade.


Ou então, achei que ele pudesse estar lá nos Estados Unidos, no velório infinito do Michael Jackson.

Que nada! O cara apareceu no Fantástico domingo passado.

A lição que tirei da atitude dele é a seguinte: se você quer chamar a atenção, não faça nada, apenas suma! Porém, quando alguém começar a te procurar, demore o máximo de tempo possível pra aparecer (e não apenas 2 semanas como fez o Belchior).

Porque de uma coisa eu tenho certeza: agora que a graça de procurar por ele acabou, vai demorar bastante tempo pro cantor virar notícia outra vez.

A não ser que ele comece a jogar futebol. Mais precisamente no Corinthians, fazendo dupla com o Ronaldo.


Aí sim, vai ser notícia no Globo Esporte, todos os dias.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

SINESTESIA

SINESTESIA: relação de planos sensoriais diferentes. Ex: gosto com cheiro, visão com olfato etc.





No dia 26 de julho, o Fantástico exibiu uma reportagem sobre a flautista suíça Elizabeth Sulston que tem a capacidade de sentir sabores e ver cores cada vez que ouve uma música.

Quem não viu, vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=TtN4-GeDuCc


No último domingo (02/08) o programa continuou falando sobre o assunto e dessa vez mostrou o caso da artista plástica brasileira Kátia Ribeiro que quando ouve a música “Festa no Apê”, do cantor Latino, sente gosto de sardinha frita na boca.

Link pra quem não viu: http://www.youtube.com/watch?v=4IqQ1HpF_kg


Ontem à tarde, eu estava na casa da minha mãe, quando a vizinha adolescente dela colocou pra tocar bem alto a mesma música da reportagem de 02/08, “Festa no Apê”, do Latino. Juro que, quase no mesmo instante, comecei a sentir um cheiro insuportável de bosta. Aí eu fiquei pensando: “Será que eu sou sinestésico ou fiquei influenciado pelas reportagens do Fantástico?”

Nem 1 minuto depois, minha mãe começou a dizer que também estava sentindo um fedor terrível. “Nossa! Acho que esse negócio de Sinestesia é hereditário!”- pensei.

O mais estranho de tudo foi que, quando acabou a música, o cheiro de cocô continuou. Foi então que a gente descobriu a verdade: a Pity, a cadelinha da minha irmã, havia cagado embaixo da mesa da cozinha.

Quem ler isso há de concordar que se levarmos em conta o nível da música que a gente estava sendo obrigado a ouvir, não era muito difícil de começarmos a sentir cheiro de merda no ar, mesmo se a cadelinha não tivesse cagado.

Falando nisso...

No terceiro colegial estudei com um cara chamado Luisão, que tinha a incrível capacidade de ver cores brilhantes no ar. Sei que é difícil de acreditar, mas ele jurava que era verdade. E ele não era de mentir.

Pensando na possibilidade do Fantástico dar continuidade a essa matéria sobre Sinestesia no domingo que vem, pensei em falar com o Luisão pra ele entrar em contato com o programa e, quem sabe, até ficar famoso. Mas, onde encontrá-lo depois de tanto tempo?

Pra você ver como são as coisas. Hoje de manhã, encontrei o Nelsinho, outro colega daquela época e o melhor amigo do Luisão. Quando contei pra ele o meu plano de tornar o Luisão famoso, ele disse:

- Shiiiii! Acho que esse negócio de levar o Luisão no Fantástico não vai dar certo, não!

- Mas, por quê? Ele não vê mais as cores brilhantes no ar?

- Não! Ele parou de tomar ácido já faz 3 anos.

- Ah, tá, brigado!

Falando sério, pra terminar.

Minha mãe, toda vez que ouve uma música alta, seja ela qual for, sente dores de cabeça terríveis e vê imagens em espiral rodando rapidamente. Mas, antes que você, leitor, pense: “Ai, ele tá zoando de novo”, vou revelar a verdade.

De fato, isso não tem nada a ver com Sinestesia.

A dor de cabeça e as imagens girando em espiral nada mais são do que crise de labirintite!