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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O que ver na TV as quartas-feiras?

Embora meu esporte predileto seja o basquete, também gosto muito de futebol.
Só acho um exagero o espaço dado a ele nos programas esportivos. Globo Esporte, por exemplo, deveria se chamar: Globo Futebol.

Outro dia, aproveitando a folga no trabalho assisti a esse programa. Passou umas 2 horas de futebol, depois uma entrevistinha mixuruca com a Sassá (que havia acabado de ser campeã do Grand Prix de vôlei) e pra fechar com chave de ouro (ou, com chave de bosta, como diria meu tio Ricardo): uma matéria sobre rodeio!

Rodeio é esporte??????????

Então, sado masoquismo também é!

Imagine-se no lugar do boi: vem um cara e coloca um negócio pra apertar o teu saco (ou peito, no casa das leitoras mulheres ou travestis). Quando você já não aguenta mais de dor, vem outro lazarento e monta nas tuas costas. Você esperneia de raiva. Aí, 8 segundos depois, quando você finalmente consegue derrubar aquele encosto e chifrar a bunda dele, o povão que tá assistindo ainda fica com pena... dele.


Mas, pior do que ser boi de rodeio é assistir futebol na Globo as quartas-feiras. Não pelo futebol em si, mas pelos comentários do narrador Cleber Machado. Acho que nem o Dalai Lama teria paciência pra ouvir as asneiras que ele fala.

Outro dia, ele falou que o Kaká é melhor que o Pelé de hoje. Puta que o pariu! É óbvio! O Pelé (de hoje) tá com quase 70 anos!

Se bem que se o Kaká entrasse numa disputa de 10 pênaltis com a minha avó, que tem 90 anos, ele perderia. É que ela tem a joanete muito acentuada, então, toda bola que ela chuta pega muito efeito, enganando o goleiro.

Conclusão: Cleber Machado comentando – pior pro futebol, melhor pro CQC que sempre vai ter o que colocar no Top Five.

Pra fugir do futebol das quartas, não restam muitas opções. Novela do SBT, ninguém merece! TV Cultura na minha casa pega muito mal. Então, o negócio é sintonizar na Record e assistir Ídolos (que, aliás, é o meu programa de humor favorito).


Quando o cantor Belchior sumiu, eu jurava que ele tinha sido influenciado pelo personagem do Alexandre Borges, o Raul, da novela Caminho das Índias. Eu pensei: agora, o Belchior vai arrancar o bigodão, passar máquina zero no cabelo, se inscrever no Ídolos e começar tudo de novo, com outra identidade.


Ou então, achei que ele pudesse estar lá nos Estados Unidos, no velório infinito do Michael Jackson.

Que nada! O cara apareceu no Fantástico domingo passado.

A lição que tirei da atitude dele é a seguinte: se você quer chamar a atenção, não faça nada, apenas suma! Porém, quando alguém começar a te procurar, demore o máximo de tempo possível pra aparecer (e não apenas 2 semanas como fez o Belchior).

Porque de uma coisa eu tenho certeza: agora que a graça de procurar por ele acabou, vai demorar bastante tempo pro cantor virar notícia outra vez.

A não ser que ele comece a jogar futebol. Mais precisamente no Corinthians, fazendo dupla com o Ronaldo.


Aí sim, vai ser notícia no Globo Esporte, todos os dias.