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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Professoras

Na Pré História da minha vida (1985), às vezes, meu pai me levava de carro até à Pré Escola. Num desses dias, o carro quebrou no meio do caminho e eu acabei chegando atrasado uns 5 minutinhos.

Na sala de aula, cada aluno tinha a sua pasta com material escolar (lápis de cor, tesoura sem ponta, massinha etc.) que ficava em cima de um armário que só a professora alcançava.

Nesse dia do atraso, a atividade que a professora estava passando era desenho livre. Em cima da minha carteira havia uma folha em branco. Faltava o lápis de cor. Então, eu, educadamente cheguei pra professora e pedi:

- Professora, a senhora pode, por favor, pegar a minha pasta de material?

E ela "singelamente" respondeu:

- NÃO! chegou atrasado vai ficar sem material!

Comecei a pedir lápis emprestados aos colegas. E ela disse:

- Sem emprestar!

Minha última opção era pegar a "caixinha dos pobres".

A "caixinha dos pobres" era o nome de uma caixa de sapatos que ficava em cima da mesa da professora e continha material escolar para aqueles alunos que não tinham condições financeiras de ter o seu próprio material.

O problema é que quase todos os lápis da caixinha não tinham ponta e o giz de cera era tão velho que certamente foi usado por aqueles homens das cavernas que faziam pinturas rupestres.

Quando fui pegar a caixinha, a professora me impediu:

- Não! Não quero que pegue a caixinha, também!

Eu tinha apenas 6 anos de idade e já sabia que aquilo que a professora estava fazendo comigo não tinha a menor lógica (embora ainda não soubesse o que era lógica).

- Mas, professora, se eu não posso pegar o meu material e nem emprestar de ninguém como vou fazer o meu desenho?

E ela respondeu:

- Se vira!

Senti vontade de me virar e lançar um bumerangue no pescoço dela!

Só depois de "curtir" o meu desespero por mais uns 10 minutos é que ela resolveu pegar o meu material.

Pior do que ter sido humilhado pela professora foi ninguém ter acreditado nessa minha história na época. Só deixei de passar por mentiroso quando essa professora foi afastada no fim do mesmo ano para se submeter a um rigorosíssimo tratamento psiquiátrico!

Mas, nem só as professoras psicopatas fizeram parte da minha formação escolar.

No cursinho, curiosamente tive duas professoras com nome de carro: Mercedes, professora de Espanhol e Clio, a melhor professora de Literatura que tive na vida!

Esse fato curisoso se estendeu para o meu estágio da faculdade. Uma das professoras de quem assisti aula, se chamava Karen. E seu apelido era KA (outro nome de carro).

Depois da faculdade, fiz um pouco de aula de canto. Minha professora não tinha nome de carro. Em compensação, seu carro tinha nome de mulher e de cantora: Elba!

Até na ficção esse negócio de professora com nome de carro já aconteceu. Lembro que na novela "Mulheres Apaixonadas" havia uma professora vivida pela atriz Vera Holtz que se chamava Santana.


Santana era alcoólatra e passou a novela toda lutando contra o vício. Só nos últimos capítulos é que ela conseguiu iniciar um tratamento sério capaz de livrá-la da bebida.

Fosse hoje em dia, nem precisaria fazer tanto esforço. Bastava fazer uma conversão do seu motor para GNV (Gás Natural Veicular) e Santana teria se livrado do álcool de uma vez por todas!



Falando em novela, que lembra TV, lembrei de uma professora que tive na 6ª série que era a cara da Marge Simpson.

Essa professora, com a desculpa de dar aulas para muitas turmas, nunca sabia o nome de ninguém. E foi graças a essa sua péssima memória que eu me fodi!

Certa vez, a nossa turma estava fazendo tanta bagunça na aula dela que o diretor da escola apareceu na porta e disse:

- Professora, manda pra fora todos os alunos que estiverem fazendo bagunça! AGORA!

Lá da frente, ela começou a apontar:

- Vai você... você... você também...

Eu sentava na última carteira da segunda fileira perto da porta. Nunca fui de fazer bagunça. Apenas conversava e dava risada da zoeira alheia. Quando ela apontou mais ou menos na minha direção, imediatamente, o Pequeno rapazinho que sentava na minha frente se levantou.

Mas, ela disse:

- Você, não. O de trás!

Levantei perguntando indignado:

- Eu, professora? Eu?

Saí dali pisando duro rumo à diretoria.

Detalhe: nenhum dos bagunceiros da turma foi pra diretoria, o que causou um grande espanto nos outros professores.

Ah, e só mais uma coisa:

Adivinha quem era o Pequeno rapazinho que sentava na minha frente...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novela das 9

Não sei se sinto inveja, ódio ou pena dos personagens da nova novela das 9.

99% deles são lindos, cultos, inteligentíssimos e milionários.

Eles tem problemas?

Claro! E quem não os tem?

A personagem da Lilia Cabral esses dias mesmo estava com um problemão daqueles!

Ela não sabia se voltava para casa de iate ou de helicóptero.

Isso me fez pensar sobre os meus próprios problemas de (falta de) condução.

Lembrei do dia em que coloquei aquele tênis furado e peguei um baita temporal. E, pra completar, ainda esqueci o guarda-chuva. Depois, na volta, entrei num ônibus com mais umas 300 pessoas, sendo metade da galera formada por limpadores de fossa voltando do trabalho e a outra metade, por adolescentes rebeldes voltando da escola, todos munidos de MP3 (4, 5, 6 ou 7) tocando músicas horríveis no último volume. Aí, como o vidro do ônibus estava fechado e embaçado, não consegui enxergar onde estava e acabei descendo 6 pontos depois da minha casa. E tendo que voltar a pé na chuva.

Também teve aquela vez em que fui de carona numa festa muito longe e muito chata e tive que ficar esperando a boa vontade do dono do carro pra vir embora.

Depois de profunda reflexão, percebi como eu reclamo à toa. Como os meus problemas comparados aos da Lilia Cabral (personagem) são insignificantes!

E o Zé Maier?

Putz! O cara vai passar a lua de mel em Paris e não quer sair do quarto.

Tá certo que uma Elena maravilhosa daquela levanta a libido até de defunto. Mas, o cara é insaciável.

Meu sonho era ver um duelo de “quem é mais macho” entre José Maier e Chuck Norris.



O Chuck Norris, como todo mundo sabe, é tão macho, mas tão macho que não come mel. Mastiga abelhas!

Já o Zé Maier “come” até abelha. Mas, sem mastigar!

Os personagens do Zé Maier só pegaram mulheres bonitas até hoje, como: Vera Fischer, Maitê Proença, Taís Araújo... Queria ver ele encarar a Bela a Feia.



Se bem que ele encararia sim. Mas, só no último capítulo. Quando ela ficasse bonita.




Falando nisso: quantas versões essa novela já teve aqui no Brasil?

Só eu contei 3: Bete a Feia, A Feia mais Bela e agora, Bela a Feia. Sem contar o seriado Ugly Betty.

Sabe o que é o pior disso tudo? É que mesmo a novela já tendo passado várias vezes, eu nunca consegui assistir o último capítulo, que é quando a Bete aparece bonita.

Falta de tempo?

Que nada!

Falta de saco, mesmo. Eita novelinha chata!

Aliás, nem sei por que assisto novela. É tudo igual!

O mocinho e a mocinha vão lutar a novela toda contra os seus inimigos e só vão ficar juntos no último capítulo, que é quando rolam os casamentos e o nascimento de um bando de crianças.

Como se isso fosse padrão fixo de felicidade.

Queria assistir uma novela que surpreendesse. Não precisava acontecer muita coisa diferente. Bastava que fosse uma coisa forte o suficiente para abalar a estrutura da família brasileira.

Imagina, por exemplo:

No último capítulo de Bela a Feia, Bela manda uma carta para o programa “10 anos mais jovem” e é chamada. Depois de analisar a situação da moça, a equipe de beleza chega a seguinte conclusão:

“- É, não tem outro jeito. Vamos ter que transplantar o seu cérebro em outro corpo!”

E no último capítulo da novela das 9, aconteceria o seguinte:

Zé Maier (personagem) vai ao consultório do doutor Salvatore e após uma bateria de exames, recebe a terrível notícia do doutor:

“- Você tem impotência sexual crônica e é irreversível!”

Aí o personagem do Zé faz mudança de sexo e se inscreve no concurso “Garota da Lage 2010”.

sábado, 12 de setembro de 2009

Velório – Lado B

A morte é a única certeza da vida. E é também aquilo que há de mais inaceitável nela.

Por isso, encerro aqui as filosofias e tristezas que permeiam o assunto pra observar o Lado B (ou o lado cômico) dos velórios.

Uma colega do Teatro contou que até os 7 anos de idade nunca tinha ido a um velório, até que o avô de uma amiga faleceu. Quando ela entrou no recinto, ficou tão impressionada, tão nervosa com a visão do caixão, que disparou a rir.

Os parentes do defunto começaram a olhar pra ela com ódio e suas amiguinhas tiveram que retirá-la da sala antes que o próximo velório que ela entrasse fosse o dela mesma.

Depois disso, nunca mais entrou num velório. Disse que tem medo de começar a rir novamente.

Caso isso acontecesse, ela seria a primeira anti-carpideira da história.

Mas, pior do que rir na cara do defunto seria o defunto rir na nossa cara. E isso só aconteceria em dois casos.

Primeiro: o morto teria que ser o Coringa.

Segundo: ele teria que ser um personagem de Caminho das Índias, daqueles que sempre morrem e voltam (tipo Raul, Raj e afins).

Tenho a impressão de que algumas pessoas nunca vão morrer. O Michael Jackson, por exemplo. Será que ele morreu mesmo? Ou o seu espetacular velório faz parte da refilmagem do clip da música Thriller?

Outro é o Silvio Santos. Tenho certeza de que quando eu tiver 90 anos, vou ligar a TV no domingo e ele vai estar lá, com a mesma cara, a mesma peruca caju, jogando aviãozinho de dinheiro pra platéia.

Já o Chico Buarque, com toda a sua genialidade e simplicidade, só vai deixar esse mundo quando enjoar. Imagino algo assim: ele vai pegar uma trouxinha de roupa, amarrar na ponta de um galho e colocar nas costas. Aí, num lugar cheio de fumaça branca ele vai sumir atrás de uma pedra como faz o Mestre dos Magos.

Dias atrás, minhas tias e minha mãe estavam discutindo qual era o melhor plano funerário da cidade. Um oferece coisas como desconto em farmácias e cadeira de rodas se o pagante necessitar (ainda vivo, é claro). (Não, isso não foi uma propaganda de operadoras de celular).

O outro serve salgadinhos, bolacha, chá, café e capuccino no velório.

Mas, nenhum deles supera a criatividade do meu tio Ricardo e seus amigos. Quando um da turma morreu, meu tio e outro amigo foram pra porta do cemitério e bem na hora do enterro executaram o último desejo do morto: soltaram uma caixa de rojões!

Contudo, as coisas que mais chamam a atenção nos velórios não são as novidades e sim as coisas que se repetem em todos eles. (Pelo menos aqui no interior).

Repare que sempre aparece um bêbado. Ele chora até ficar desidratado e ninguém sabe quem é ele. Alguém fala: - Parece que ele trabalhava com o Fulano (o morto).

Um “marvado” comenta: - Dizem que Fulano ficou devendo uma grana pra ele. Grana preta!

Outro ainda mais “marvado” diz: - Não comenta nada, mas ouvi dizer que esse bêbado aí é filho do Fulano.

Sempre tem também alguém brigando por uma coisa que não vai fazer a menor diferença na vida dele nem na do morto.

Briguento: - Que número é o túmulo?

Coveiro:
- Número 93, fileira F.

Briguento:
- Cê tá louco! Pela ordem é 91.

Coveiro:
- Mas, senhor, o número que me mandaram colocar foi esse.

Briguento:
- Tá errado! Vou processar essa merda de cemitério!

Sem falar que sempre aparece um cachorro. Ele rola na terra do cemitério e depois vem meter as patas na calça da gente, buscando um cafuné.

Ah, e tem também aquela tia gorda chamada Isnira (ou algo parecido), que senta num cantinho, lá fora, e começa a contar piadas. No início, os parentes do defunto estranham, ficam indignados. Mas, depois de ouvi-la contar o primeiro causo, já começam a se aproximar e a sorrir. Mais um pouco, o velório está vazio e a roda em volta da humorista é enorme.

Você então se levanta com o abdome dolorido de tanto rir e vai pra cozinha pegar um café. Na volta, ouve os risos das pessoas lá fora e ao passar pelo morto que está sozinho sente remorso. Contudo, tem a impressão nítida de que ele está sorrindo. Não um sorriso de dentes, mas, aquele disfarçado, tipo Monalisa.

Você pisca pra ele e volta pra fora.

Na noite seguinte, você acorda num pulo. Sua mulher assustada pergunta:

- O que foi isso?!

- Lembrei de uma coisa que aconteceu no velório!

- Do quê?

- A piscada que dei pro Fulano... foi correspondida!

(Deixe seu comentário na caixinha. Obrigado!)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cague ou receba seu dinheiro de volta!


Existe uma famosa marca de iogurte que lançou um desafio aos seus consumidores:

A pessoa compra 15 unidades do tal iogurte e vai tomando 1 por dia. Se após consumir as 15 unidades ela não ficar com o seu trânsito intestinal regulado, recebe de volta o valor gasto com a compra do produto.

Quer dizer, pra uma pessoa conseguir vencer esse desafio, ela praticamente precisa ficar 15 dias sem cagar!!!

E pior: tem que provar que não cagou!

E pior ainda: depois desse tempo todo, com certeza, a merda vai empedrar.

Aí, só escolhendo uma das opções abaixo pra desempedrar.

– Embicar uma Vap na porta do fiantã e ligar na velocidade turbo.

– Fazer um pequeno corte na barriga e meter uma britadeira dentro do intestino.

(Só em último caso!) – Fazer uma cesariana.

Já ouvi dizer que o iogurte é tão bom, mas tão bom, que faz até carrapato ir ao banheiro.

Ou seja: quem aceita o desafio, faz merda duas vezes! Uma, porque vai ao banheiro todos os dias e outra, porque não vai vencer o desafio nem a pau!

Em contrapartida, quem fica satisfeito com o produto recebe um brinde que corresponde a um refratário de vidro.

Aí, eu não gostei!

Penso que seria bem mais útil premiar os satisfeitos cagões com alguns pacotes de fralda geriátrica ou até mesmo um penico.

A promoção que ia tão bem, não poderia terminar com uma cagada dessa!

(SEU COMENTÁRIO É MUITO IMPORTANTE!)

sábado, 5 de setembro de 2009

Celular

Estava atrasado para o curso de Teatro e ainda precisava tomar banho. Abri a porta do armarinho do banheiro e coloquei meu celular lá dentro, com pressa. Ele escorregou e caiu. No que tentei pegá-lo no ar, ele bateu na minha mão e voou pra dentro da privada.

Ele acendeu sua luz azul e iluminou o vaso sanitário como um aquário marinho. Foi até bonito!


Mas, eu precisava ser rápido se quisesse salvá-lo. O valor sentimental que ele carregava era muito maior do que o seu valor em dinheiro. Imediatamente, enfiei a mão lá dentro e o retirei “ainda com vida”.

Desesperado, peguei a primeira coisa que vi na frente para enxugá-lo. Quando me dei conta de que era uma toalha de rosto, saí voando para a cozinha e joguei o celular na mesa.

Tá certo que a água estava limpa, mas, não deixava de ser a água de uma privada.

Só sei que quanto mais corria, mais cagadas eu fazia.

Abri o celular, retirei a bateria e coloquei tudo na janela pra secar. Peguei a toalha de rosto e joguei fora. Na mesa passei álcool gel, detergente e desinfetante.

Tomei banho, troquei de roupa e fui pro curso. Quando cheguei na esquina de casa, lembrei do celular. Voltei correndo. Encaixei a bateria e liguei. Ele deu alguns apitos como se estivesse engasgado, mas, acabou funcionando. Saí rapidamente e quando estava quase chegando no ponto de ônibus, o “maldito” passou.

Resolvi usar a minha raiva pra subir a pé mesmo.

O celular tocou. Era a minha mulher.

- Sabe o que eu tava pensando?

- O quê?

- Você vai achar que é desnecessário, mas deixa eu terminar de falar.

De repente, fui atravessar uma esquina e uma bicicleta que vinha na contramão a 300 km/h bateu no meu braço jogando o celular longe. Quando o cara já tava lá nos Cafundós do Judas, virou pra trás e disse:

- Desculpa aí!

Pensei: “Cacete! Será que a Volta Ciclística de São Paulo tá passando aqui em Atibaia de novo?”


Abaixei pra pegar o celular. Cadê? Era noite e a luz do poste estava queimada. Continuei procurando e encontrei o que mais temia: um bueiro. Comecei a pensar no pior.

Um tiozinho, dono de uma loja, que havia assistido a tudo, apareceu com uma lanterna. Chegamos perto do bueiro e o iluminamos. Ufa! Não havia caído lá dentro. Agradeci ao bom homem e já estava recomeçando a minha procura quando vi um mendigo sair andando com um celular na mão muito parecido com o meu.

- Ei!

O cara nem deu bola. Corri até ele e disse:

- Esse celular é meu.

- Prova!

Puta merda! Essa resposta eu não esperava. Não tinha jeito, eu teria que negociar com ele.

- Cara, eu te dou uma grana e você me devolve o celular. Pelo amor de Deus! Ele é velho, mas ganhei de presente da minha mulher. Se eu aparecer sem ele, ela vai ficar muito chateada e...

- Quanto você tem aí?

- Hã? R$10,00.

- O quê? Cê tá pensando que eu sou otário. Esse celular vale bem mais do que isso.


- Cara, pelo amor de Deus!

- Mostra a carteira!

- Não!

- Mostra!

- Te dou R$30,00.

- Humm. Tá melhorando.

- R$50,00 e não se fala mais nisso.

- Fechado.

Quando fui dar a grana pro cara, o senhor da lanterna gritou:

- Achei!

Olhei pro mendigo com o olhar fuzilante. Ele encolheu os ombros, abriu os braços e disse:

- Ah, se esse celular não é seu, então é do cara que te atropelou de bicicleta. Eu vi cair no chão.

Voltei pra pegar meu celular. Agradeci mais uma vez o senhor e segui pro meu curso. Tentei ligar pra minha esposa pra retomarmos a conversa.

Seus créditos expiraram”.

Parei num orelhão. Quebrado. Outro, também. Só 5 orelhões depois consegui ligar pra ela. Caixa postal.

Fui pro curso. Mais tarde, quando cheguei em casa, minha esposa já estava dormindo. O que era muito estranho, já que ela sempre me espera chegar. Tentei acordá-la.

- Hummm! Amanhã a gente conversa – ela disse.

No outro dia, ela estava de cara fechada. Perguntei o que estava acontecendo.

- Ontem você desligou o celular na minha cara e ainda pergunta!

- Não desliguei na sua cara. É que...

Contei toda a história. Quando terminei, ela retomou o assunto do dia anterior:

- Então, como eu tava dizendo ontem: sabe o que eu tava pensando em te dar de presente de casamento?

- Um carro?

- Não. E não adianta você dizer que não precisa, que é besteira. Eu quero te dar isso. Pronto e acabou!

- Não vai me dizer que é uma bicicleta de corrida?

- Pára de palhaçada! Promete que não vai reclamar?

- Prometo! Diz logo o que é!

- Seu presente é...

- Já sei! Aliás, quem tá lendo essa história também já sabe.

- O que é então?

- Um celular.

- Errou! É um CD do Latino.


- O quê?????!!!!!

- Tô brincando. É um celular mesmo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O que ver na TV as quartas-feiras?

Embora meu esporte predileto seja o basquete, também gosto muito de futebol.
Só acho um exagero o espaço dado a ele nos programas esportivos. Globo Esporte, por exemplo, deveria se chamar: Globo Futebol.

Outro dia, aproveitando a folga no trabalho assisti a esse programa. Passou umas 2 horas de futebol, depois uma entrevistinha mixuruca com a Sassá (que havia acabado de ser campeã do Grand Prix de vôlei) e pra fechar com chave de ouro (ou, com chave de bosta, como diria meu tio Ricardo): uma matéria sobre rodeio!

Rodeio é esporte??????????

Então, sado masoquismo também é!

Imagine-se no lugar do boi: vem um cara e coloca um negócio pra apertar o teu saco (ou peito, no casa das leitoras mulheres ou travestis). Quando você já não aguenta mais de dor, vem outro lazarento e monta nas tuas costas. Você esperneia de raiva. Aí, 8 segundos depois, quando você finalmente consegue derrubar aquele encosto e chifrar a bunda dele, o povão que tá assistindo ainda fica com pena... dele.


Mas, pior do que ser boi de rodeio é assistir futebol na Globo as quartas-feiras. Não pelo futebol em si, mas pelos comentários do narrador Cleber Machado. Acho que nem o Dalai Lama teria paciência pra ouvir as asneiras que ele fala.

Outro dia, ele falou que o Kaká é melhor que o Pelé de hoje. Puta que o pariu! É óbvio! O Pelé (de hoje) tá com quase 70 anos!

Se bem que se o Kaká entrasse numa disputa de 10 pênaltis com a minha avó, que tem 90 anos, ele perderia. É que ela tem a joanete muito acentuada, então, toda bola que ela chuta pega muito efeito, enganando o goleiro.

Conclusão: Cleber Machado comentando – pior pro futebol, melhor pro CQC que sempre vai ter o que colocar no Top Five.

Pra fugir do futebol das quartas, não restam muitas opções. Novela do SBT, ninguém merece! TV Cultura na minha casa pega muito mal. Então, o negócio é sintonizar na Record e assistir Ídolos (que, aliás, é o meu programa de humor favorito).


Quando o cantor Belchior sumiu, eu jurava que ele tinha sido influenciado pelo personagem do Alexandre Borges, o Raul, da novela Caminho das Índias. Eu pensei: agora, o Belchior vai arrancar o bigodão, passar máquina zero no cabelo, se inscrever no Ídolos e começar tudo de novo, com outra identidade.


Ou então, achei que ele pudesse estar lá nos Estados Unidos, no velório infinito do Michael Jackson.

Que nada! O cara apareceu no Fantástico domingo passado.

A lição que tirei da atitude dele é a seguinte: se você quer chamar a atenção, não faça nada, apenas suma! Porém, quando alguém começar a te procurar, demore o máximo de tempo possível pra aparecer (e não apenas 2 semanas como fez o Belchior).

Porque de uma coisa eu tenho certeza: agora que a graça de procurar por ele acabou, vai demorar bastante tempo pro cantor virar notícia outra vez.

A não ser que ele comece a jogar futebol. Mais precisamente no Corinthians, fazendo dupla com o Ronaldo.


Aí sim, vai ser notícia no Globo Esporte, todos os dias.

sábado, 29 de agosto de 2009

Previsões

Minha sobrinha tem esse livro aí de cima: “O Significado dos Sonhos”.

Esses dias, sonhei que quebrei um espelho. Mais tarde, quando fui à casa da minha mãe, vi o livrinho em cima da mesa e resolvi dar uma olhada. Olha o conselho que havia nele:

“Um espelho quebrado: não jogue durante três dias.”

Fiquei pensando: e se eu jogar? O que poderá acontecer? Perder?

Grande novidade!

O mais estranho é que embaixo da palavra espelho estava escrito assim:

“Números de sorte: 76, 94, 97.”

Se não era pra eu jogar durante três dias, pra que serviam esses números de sorte?

Esse negócio de prever o futuro vem de muito tempo. Na Grécia, ainda antes de Cristo, o voo e o canto dos pássaros eram considerados sinais sobrenaturais e de mau agouro.


De fato!

Domingo, é o único dia que a minha esposa pode dormir até mais tarde. Só que ela sempre acorda cedo por causa do canto de um “maldito Bem Te Vi” como ela mesma diz.

Quer dizer, o canto do pássaro é sinal de mau agouro pro próprio pássaro. Porque se a minha mulher botar as mãos nesse Bem Te Vi não vai sobrar nem uma pena no coitado.

Numa postagem anterior: “Uma historinha de merda”, a Fê comentou que merda de passarinho dá sorte. A explicação é a seguinte (nas palavras da própria): "um passarinho tão pequeno, voando em um céu enorme, caga justamente em você. Isso é um bom presságio".

Também explicou que o mesmo não vale para pombas. Certa vez, uma pomba com diarréia cagou em suas costas e, enquanto tentava limpar freneticamente o líquido viscoso, quase foi atropelada.

Nada de livro de sonhos nem pássaros. Pra mim, o método mais divertido de prever o futuro é indo a uma cartomante.



Quando eu tinha uns 9 anos, minha irmã foi se consultar com dona Nhanhinha (acredite, é esse o nome!) e me levou junto.

A cartomante mandou ela dividir as cartas em 3 montes e escolher 1. Em seguida, começou a espalhá-las sobre a mesa. O baralho esfarelava de tão velho. (Acho que foi a partir daí que começou a minha crise de rinite).

- Você tem que tomar cuidado com uma mulher morena! - disse a cartomante - Ela tem ou terá algum tipo de ligação muito forte com o seu marido!

Levando em conta que o marido da minha irmã era um “galinha” de primeira e que mais de 90% das mulheres atibaienses eram e são morenas, essa previsão não era muito difícil de ser feita.

Contudo, pouco antes deles se casarem, ele contou pra ela que tinha tido uma filha com outra mulher (morena!).

Adivinhação? Destino? Coincidência?

Não! Falta de usar camisinha, mesmo!


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Paulo: o bom professor

Muitos me perguntam:

- Paulo, você é formado em Letras. Por que ainda não tá dando aulas?

Dias atrás, me ligaram da Diretoria de Ensino pedindo que eu levasse urgente meu diploma e histórico escolar, caso tivesse interesse em pegar aulas como professor eventual.

Peguei o ônibus, cheguei lá 16:45h (fechava as 17:00). Na entrada do lugar, a recepcionista lixava as unhas da mão.

- Boa tarde. - eu disse.

- Fala! - respondeu sem olhar pra minha cara.

- Eu vim trazer o meu diploma e...

- É pra pegar aulas?

- É.

- Desce a escada e entrega lá embaixo.

Pelo tratamento da recepcionista, fiquei com medo de descer as escadas e chegar ao inferno. Mas, fui.

Chegando embaixo, havia umas 20 salas, pelo menos. Pedi informação a uma mulher que passava e ela foi muito simpática comigo. Mais confiante, segui até a sala indicada.

Dentro da sala, uma mulher sentada e um cara com trejeitos de menino alegre olhavam alguma coisa no computador e riam. Quando parei na porta, o indivíduo me lançou uma olhada de cima a baixo, que não me deixou dúvidas: Ele torcia para o São Paulo.

Pelo menos é o que indicava a camiseta que ele vestia.

O moço saiu da sala e a mulher me disse:

- O que é, professor?

- Boa tarde. Esses dias, me ligaram daqui dizendo que eu tinha que trazer uns documentos até hoje, sem falta, se quisesse pegar aulas.

- Quem te ligou?

- O nome eu não sei. Mas, era daqui.

- Ah, não sei pra que é essa papelada sua aí não. Deixa aqui, vou colocar numa pasta e qualquer coisa a gente te liga depois.

Saí de lá com vontade de enfiar o meu diploma na garganta dela. No mínimo!

Como até agora não me ligaram, ainda não posso pegar aulas como professor substituto.

Em escola particular, sem nenhuma experiência, fica bem difícil. Fora, que ainda não há previsão de concurso público.

No ano passado, fiz estágio numa escola que, segundo dizem, é uma das melhores da região em comportamento de alunos.

Fiquei apavorado!

Na minha época, havia 2 ou 3 alunos na sala que eram terríveis. (Lembrando que eu estudei com o Oscar Filho).

Hoje, 90% da galera é terrível. Eles gritam o tempo todo, arrastam a carteira, saem na porrada por qualquer coisa, jogam bolinha de papel no professor (e no estagiário) e falam mais palavrão que a Dercy Gonçalves.

Às vezes, fico em casa pesquisando livros de Pedagogia e Psicologia Infantil, tentando buscar métodos de controle desses alunos pra quando eu for dar aulas. Mas, confesso que foi num livro comprado num sebo, chamado “Homem-bomba na sala de aula” que encontrei uma boa estratégia de ensino:

Entro na sala, paro ao lado da minha mesa e digo o seguinte:

- Bom dia! Meu nome é Paulo, vou dar aula pra vocês de Língua Portuguesa e exijo que vocês fiquem em silêncio absoluto. Seja por bem, seja por mal!

E nesse mesmo instante eu retiro da minha mochila uma granada e a coloco sobre a minha mesa.

Claro que essa história da granada é uma brincadeira!

Na verdade, eu quero ver se arrumo uma ogiva nuclear.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Álcool no combate a gripe

Por causa da Gripe Suína, houve grande aumento nas vendas de álcool nas drogarias e supermercados de todo o país.

Dias atrás, o Jornal Nacional anunciou que “o pior do surto da gripe H1N1 já passou”.

No entanto, eu, homem muito precavido, continuo cuidando da minha saúde.

Sabe-se que o vírus entra pela boca. E também que o álcool pode combatê-lo.

Por isso, ontem, em meio ao almoço na casa do meu irmão e o aniversário de um amigo, tomei no mínimo umas 2 caixinhas de Antártica Sub-Zero bem gelada.

Já dizia um experiente amigo (e alcoolatra): “Melhor prevenir do que remediar”.
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Falando nisso...

Quer saber como gelar cerveja em tempo recorde?

Visite: http://www.blogaodochatola.blogspot.com/ e leia: “Serviço de utilidade pública!”.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Funcionário Modelo

Hoje, antes do trabalho, passei na biblioteca pública pra pegar um livro chamado Édipo Rei.

Na biblioteca, há o arquivo. Nas gavetas do lado esquerdo desse arquivo, ficam as fichas com os nomes dos autores dos livros e nas gavetas do lado direito, as fichas com os títulos dos livros. Tudo para facilitar a nossa procura.

Mas, como não estava encontrando a ficha, resolvi pedir ajuda a um funcionário da biblioteca.

- Bom dia. Você sabe se aqui tem o livro Édipo Rei?

Ele fez aquela cara de quem estava tentando se lembrar. Levantou-se mudo, foi até o arquivo e começou a procurar nas fichas do lado esquerdo (autores). Não aguentei e falei:

- Desculpa, mas, não seria melhor procurar nas gavetas da direita (títulos) ?

Ele não apenas ignorou o que eu disse, como fez a seguinte pergunta:

- Esse Rei, se escreve com i ou com y, no final?

- Com i. Só que Édipo Rei é o título do livro, o autor é Sófocles.

O cara ficou imóvel por uns 30 segundos até que resolveu começar a procurar no lugar certo. Dois minutos depois, ele disse:

- É, acho que não tem mesmo.

Eu acho que não saber que Édipo Rei é o nome de um livro, não é pecado. (Ainda que o cara seja funcionário da biblioteca municipal). O foda é fingir que sabe, é não ter a humildade de perguntar: Édipo Rei é autor ou é título?

Eu mesmo sou formado em Letras, mas, não me arrisco a dar aulas de Inglês. Não gosto, não quero, não sei. E não tenho vergonha de dizer isso.

Outra:

A amiga da minha esposa estava no supermercado procurando uma famosa marca de cereal matinal pra comprar pra sua filha. Como não encontrava, perguntou pro rapaz que estava repondo umas mercadorias na prateleira:

- Você sabe onde tem Sucrilhos?

- Eu não! (ríspido) O que que é isso?

Se fosse comigo, eu levaria em consideração a “educação finíssima” do rapaz e responderia:

“- Sucrilhos é um creme para fazer alisamento nos cabelos da porta do fiantã. Você nunca ouviu falar em Escova de Sucrilhos?

“- O que é fiantã?”

“- Esquece, esquece...”

Outra situação que acho bastante interessante:

Você vai ao dentista e na sala de espera há uma recepcionista. Quando você entra na sala, ela quase bate a cabeça no teto por causa do susto. Você começa a pensar que é um cara muito, mas muito feio mesmo e fica deprimido. Mas, logo em seguida, chega o Reinaldo Gianecchini, e ela se assusta com ele também.

Como o próprio nome já diz, ela é uma recepcionista. Está ali para recepcionar as pessoas. Por que é que ela se assusta com as pessoas, então, cacete?!

Agora eu entendo porque existe tanta gente desempregada mesmo com tanto anúncio de emprego nos jornais.

Se continuar assim, tenho até medo de pensar a que ponto as coisas podem chegar.

Imagina a situação: Você vai a uma livraria, chega pro atendente e pergunta:

-Oi. Você tem a Bíblia ilustrada?

- Bíblia? Bíblia? Já ouvi falar desse livro. Você sabe quem é o autor?

- Olha. Depende do ponto de vista. Segundo as religiões, o autor é Deus, embora não tenha sido ele quem escreveu, mas os homens.

- Ah, tô ligado. É aquele livro que fala de Jesus, né?

- Isso, também.

E o vendedor te aparece com um livro de fotos do modelo e namorado da Madonna, Jesus Luz.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

SINESTESIA

SINESTESIA: relação de planos sensoriais diferentes. Ex: gosto com cheiro, visão com olfato etc.





No dia 26 de julho, o Fantástico exibiu uma reportagem sobre a flautista suíça Elizabeth Sulston que tem a capacidade de sentir sabores e ver cores cada vez que ouve uma música.

Quem não viu, vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=TtN4-GeDuCc


No último domingo (02/08) o programa continuou falando sobre o assunto e dessa vez mostrou o caso da artista plástica brasileira Kátia Ribeiro que quando ouve a música “Festa no Apê”, do cantor Latino, sente gosto de sardinha frita na boca.

Link pra quem não viu: http://www.youtube.com/watch?v=4IqQ1HpF_kg


Ontem à tarde, eu estava na casa da minha mãe, quando a vizinha adolescente dela colocou pra tocar bem alto a mesma música da reportagem de 02/08, “Festa no Apê”, do Latino. Juro que, quase no mesmo instante, comecei a sentir um cheiro insuportável de bosta. Aí eu fiquei pensando: “Será que eu sou sinestésico ou fiquei influenciado pelas reportagens do Fantástico?”

Nem 1 minuto depois, minha mãe começou a dizer que também estava sentindo um fedor terrível. “Nossa! Acho que esse negócio de Sinestesia é hereditário!”- pensei.

O mais estranho de tudo foi que, quando acabou a música, o cheiro de cocô continuou. Foi então que a gente descobriu a verdade: a Pity, a cadelinha da minha irmã, havia cagado embaixo da mesa da cozinha.

Quem ler isso há de concordar que se levarmos em conta o nível da música que a gente estava sendo obrigado a ouvir, não era muito difícil de começarmos a sentir cheiro de merda no ar, mesmo se a cadelinha não tivesse cagado.

Falando nisso...

No terceiro colegial estudei com um cara chamado Luisão, que tinha a incrível capacidade de ver cores brilhantes no ar. Sei que é difícil de acreditar, mas ele jurava que era verdade. E ele não era de mentir.

Pensando na possibilidade do Fantástico dar continuidade a essa matéria sobre Sinestesia no domingo que vem, pensei em falar com o Luisão pra ele entrar em contato com o programa e, quem sabe, até ficar famoso. Mas, onde encontrá-lo depois de tanto tempo?

Pra você ver como são as coisas. Hoje de manhã, encontrei o Nelsinho, outro colega daquela época e o melhor amigo do Luisão. Quando contei pra ele o meu plano de tornar o Luisão famoso, ele disse:

- Shiiiii! Acho que esse negócio de levar o Luisão no Fantástico não vai dar certo, não!

- Mas, por quê? Ele não vê mais as cores brilhantes no ar?

- Não! Ele parou de tomar ácido já faz 3 anos.

- Ah, tá, brigado!

Falando sério, pra terminar.

Minha mãe, toda vez que ouve uma música alta, seja ela qual for, sente dores de cabeça terríveis e vê imagens em espiral rodando rapidamente. Mas, antes que você, leitor, pense: “Ai, ele tá zoando de novo”, vou revelar a verdade.

De fato, isso não tem nada a ver com Sinestesia.

A dor de cabeça e as imagens girando em espiral nada mais são do que crise de labirintite!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Vai entender...

Segundo a novela das 9, quando um indiano deseja se casar, a família dele paga uma grana preta pra um sacerdote que tem que dar uma de agente matrimonial e detetive ao mesmo tempo.

Agente matrimonial porque ele tem que arrumar um “bom partido” pro noivo.
Detetive porque ele vai investigar os antepassados da noiva até a sétima geração.

Imagina se mais essa moda pega no Brasil: eu tenho um filho. Ele cresce e vai morar na Europa. Lá, conhece uma austríaca linda, charmosa, simpática, bem-humorada, inteligente, milionária... Resumindo: uma mulher perfeita!

Aí, ele manda uma carta para mim: “Pai, conheci uma mulher fantástica. Pretendemos nos casar.”

Eu então convoco Dona Jacira “Bico Doce”, aquela fofoqueira que sabe da vida de todo mundo do bairro. Pago uma caixinha pra velha e a mando pra Europa, investigar a vida dos antepassados da minha futura nora. Tudo com o dinheiro que o meu filho mandar, é claro.

Um dia depois, ela me manda as notícias, que não são boas! Eu, então, escrevo uma carta resposta ao meu filho dizendo: “Querido filho, você não pode se casar com essa moça. Descobrimos que ela é bisneta do Hitler.” E o casamento vai pro saco!

Outra coisa engraçada dos indianos, é a hora que os pais da noiva começam a falar orgulhosos das qualidades da mesma: “Ela fala 5 idiomas e mais 7 dialetos!”

Aí eu pergunto: Que diferença faz, ela falar 5 idiomas e 7 dialetos se depois que se casar as suas únicas funções serão: dançar, fazer chai pra galera mais velha da casa e ficar tentando ter um filho homem?


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Outra coisa que não dá pra entender: a medida do governo de suspender as aulas nas escolas e faculdades por causa do surto de gripe suína.

A moçada deixa de ir pra escola, mas fica andando em grupo pra tudo quanto é lugar. Inclusive, em locais fechados, como as “cheirosíssimas” Lan Houses por aí.

Mas, se os adolescentes estão freqüentando outros lugares fechados, por que afastá-los da escola?


Só há uma explicação possível:

O vírus H1N1 vem evoluindo tão rápido, que já passou a pedir vagas nas instituições de ensino: “Se os adolescentes não querem estudar, nós queremos!” – Protestam os vírus.

E sabe qual é a pior coisa dos vírus se estabelecerem nas escolas?

Ano que vem, tem mais concorrência no PROUNI.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Comidas

Segundo aquele livro “O Segredo” pra uma pessoa se tornar rica, ela deve se “sentir” rica desde já. Acho que é por isso que eu continuo pobre. Como posso me sentir rico se não consigo entender o comportamento de um rico?
O cara rico vai a um restaurante finíssimo, onde até a água da descarga do banheiro é francesa, aí ele se senta à mesa, fica 2 horas olhando o menu e pede... Escargot!

Dá pra entender? O cara poderia comer qualquer coisa do Mundo e ele vai e escolhe caramujo! Isso tem de monte no jardim da casa da minha mãe, mas só a vira-lata maluca dela é que come de vez em quando. E, nem por isso, a cadela passou a ter pedigree.

Como já disse uma vez a apresentadora Monique Evans: “festa boa é festa de pobre, a coxinha vem gorda, engordurada, mata a fome da gente!” Ela tem toda a razão. Uma vez fui a um coquetel de premiação literária. Os acepipes que foram servidos, mal cabiam na cova daquele dente que perdeu a obturação. Saí de lá com tontura de tanta fome.

Se bem que, quando o pobre que dá a festa é um avarento, você passa mais fome do que nesses coquetéis. Tinha uma vizinha que todo ano fazia festa de aniversário pro filho dela. Os convidados tinham direito a 2 metades de um buraco quente (lanche de pão francês com carne moída e molho de tomate) e 2 copos de refrigerante. Mas, o pior era depois dos parabéns. Ela cortava as fatias do bolo mais finas que o guardanapo de papel.

E se a gente pedisse mais, ela falava: “Ai, eu tô guardando um pedaço porque o Paulinho (o aniversariante) gosta de comer mais tarde!” Sem brincadeira, ela guardava mais da metade do bolo na geladeira.

Na verdade, acho que eles só faziam festa pro garoto ganhar presente. Mas, como eu nunca levava presente, até que saía no lucro, porque apesar de comer pouco, comia “na faixa”.

Outra coisa que me irrita em pratos chiques: colocar fruta em comida salgada.

A gente chega num churrasco na casa daquele tio sossegado. É duas da tarde e ele ainda nem acendeu o carvão da churrasqueira. Seu estômago ronca tão alto que todo mundo pensa que foi o Rex que rosnou pra alguém. O coitado apanha e vai preso no canil. Sua tia pergunta: “Você tá com fome?” Você quase não tem forças pra balançar a cabeça afirmativamente. Ela diz: “Tem maionese lá na cozinha.”

Você pega um prato fundo, daqueles de sopa, e desesperadamente enche ele com salada de maionese. Você pega um bocado e mastiga feliz. De repente você percebe algo doce e crocante no meio daquela comida. Seria caramujo? Não. É maçã, mesmo!

Se alguém me perguntasse: “Qual o seu sonho?” Eu diria: “Vários!” Mas, se alguém me dissesse: “Fale um de seus sonhos, o primeiro que lhe vem à cabeça, agora.” Eu responderia:

- Pegar uma travessa de maionese com maçã e arremessar na parede!

Juro, que sempre tive esse sonho. Acho que deve ser uma ação tão relaxante!

Mas, como você está na casa dos outros, você se contém. E parte em busca de outra comida realmente salgada. Alguém diz: “Eu trouxe salpicão!”

Você pega o salpicão e na primeira mordida, adivinha o que você encontra? Abacaxi!

Sem cerimônia você se levanta, abre a tampa do lixo e despeja todo o conteúdo do seu prato lá dentro. Longe de quem fez o prato, é claro! Um segundo depois, a autora do salpicão aparece e diz: “Nossa! Você já comeu! Sinal que tava bom, hein? Se quiser pega mais!”

“Claro... que NÃO!”

O churrasco do seu tio lerdo não sai. Você começa a entrar em desespero. Seu medo é que o seu estômago comece a digerir ele mesmo. De repente, você houve:

- Olha a farofinha saindo!

Você quase dá um bote na travessa de farofa. Ela é a sua última alternativa. Mas, quando você chega bem perto, percebe que ela também foi contaminada pela “chiquesa”: está forrada de uvas passas!

Você está quase chorando. Sua mulher, percebendo a gravidade da situação, sugere que o único jeito de tapear a fome enquanto espera é tomar um gole de café.

“Boa ideia”

Já que não tem nada 100% salgado pra comer, o jeito é tomar alguma coisa que seja 100% doce.

Você apanha a garrafa de café. Enche um copo daqueles de requeijão e toma um golão. Mas, percebe que o gosto está bem, mas bem estranho! Você chama a sua tia e mostra o café. Ela toma um gole e diz:

- Puta merda! A sua vó colocou sal no café outra vez!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Aniversário de Criança


Você acaba de pisar na festa e o aniversariante pergunta:

- Oi, tio Paulo. Cadê meu presente?

- Seu presente? Era muito grande pra trazer na mão. Ele vai chegar de helicóptero!

- Ohhhhhhhh! - as crianças admiradas respondem em coro.

Sua mulher te belisca e cochicha:

- Pra que mentir pro coitado?

- Coitado nada! Moleque sem educação! Onde já se viu cobrar presente?!

A falta de grana pra comprar presente era só um dos motivos pra você não querer ir aquela festa.

Depois de vocês, chega uma tia-avó do garoto que é “podre” de rica. Ela entrega um embrulho pra ele e diz: - É só uma lembrancinha, hein!

Ele abre, faz aquela cara de bunda e agradece. Mas, só porque a mãe mandou.

- Tá vendo? – você fala pra esposa – Melhor não dar nada do que dar um par de meias. Eu mesmo quando era criança odiava ganhar meias! Se bem que esse moleque merece!

- Shiiiiiiiiiuuuuuuuuuu!!!!!!!! – sua esposa te manda calar a boca sutilmente porque a amiga dela, a mãe do aniversariante está se aproximando.

- Oi gente, tudo bem? Vamos entrar lá na sala!

Você vai, tentando se esquivar das 638 crianças que correm a sua volta. Mas, é justamente daquela menorzinha, que ainda está aprendendo a andar, que é mais difícil de desviar. Ela ginga tanto na sua frente que você fica tonto, pisa num carrinho de brinquedo e cai de costas no chão. As crianças rolam de rir. Algumas gritam: “faz de novo!” Pra disfarçar sua vergonha e aproveitar a deixa você resolve dar uma de mágico: faz aquele velho truque de tirar moedas da orelha dos outros.

Ninguém ri.

Cansado de pagar mico, você entra na casa. Uma mulher vem com uma bandeja e te pergunta:

- O senhor quer beber alguma coisa?

- Veneno!

- Como?

- Cerveja, tem?

- Não!

Então, você pega um copo acreditando ser Fanta Uva. Mas, logo descobre que é Ki-Suco. E está quente!

Sua mulher encontra as amigas e engata num daqueles papos intermináveis. Você sai lá fora, onde tá rolando o churrasco e pensa: “já que tô aqui, vou aproveitar pra comer bastante!” O cheiro é muito bom. Você pega um naco de carne e morde com gosto. Você quase ouve o boi mugir. A carne está crua e dura feito pedra. Pra piorar, um fiapo enrosca nos dentes. Você passa a língua e percebe que está faltando algo. “Meu pivô!”

De repente, começa uma briga ao lado da churrasqueira. Todo mundo bate, todo mundo apanha. Você não conhece ninguém, nem gosta de briga, mas entra no meio do bolo. É preciso salvar seu dente postiço. Depois de algum tempo, a turma do deixa disso consegue apaziguar os ânimos. Os dois bêbados que começaram a briga se abraçam e choram pedindo desculpas e a festa continua como se nada tivesse acontecido. Você só não entende uma coisa: como aqueles caras ficaram bêbados tomando Ki-Suco quente? Não importa, você ainda não encontrou o seu dente.

Uma criança com uma zarabatana pega algo no chão e usa como munição para atingir os coleguinhas. “Nããããããão!” Tarde demais, seu pivô voa e cai no meio do bolo.

Você olha pra um lado. Olha pro outro. Aproveita que ninguém tá vendo e se aproxima do bolo que tá em cima da geladeira. Você vai pegar o seu dente, mas desembesta a rir quando percebe que ele está encaixado bem em cima de um dos dentes do Bob Esponja desenhado no bolo. Sua risada chama a atenção do aniversariante que quer saber o que é.

- Nada! – você diz escondendo a boca com a mão.

- Tio, que cê tá escondendo aí?

- Nada! Já falei.

- Deixa eu ver!

- Não! –
você descobre a boca.

- Hahahahahahaha!!!!!!!! O tio Paulo é banguela! Hahahahaha!!!!

As outras crianças aparecem e começam a cantar:

- Tio Paulo é banguela! Tio Paulo é banguela! Tio Paulo é...

Sem pensar mais, você mete a mão no bolo, pega o seu dente e o encaixa na boca. Um segundo depois, aparece a mãe do garoto.

- O que tá acontecendo aqui?

- Eles estavam mexendo no bolo, olha só como ficou! –
você diz apontando o bolo.

- Ahhhhhhh! Não acredito, Guilherme! Tenha a dó, viu!!!

- Mas, mãe, foi ele que...

- Chega! Vai brincar lá fora. E ano que vem não vai ter festa, ouviu?

“Tomara” – você pensa. Não tendo mais o que fazer ali, você resolve chamar a sua esposa pra ir embora. “Mas, nem cantou o parabéns!”- ela diz. Quando ela vai pegar a bolsa, antes de se despedir das amigas, o celular dela toca. “Atende pra mim” – ela pede.

- Alô!

- Alô, Paulo?

- Isso. Quem tá falando.

- Oloco! Cê não sabe? É o seu cunhado querido!

“Puta que o pariu!”

Ele continua:

- Viu, vocês estão em casa? A gente tava pensando em dar uma passadinha aí.

- Não, não estamos não. Na verdade a gente tá num aniversário.

- Aé? De quem? Vocês vão demorar pra voltar?

- Do filho de uma amiga da Dani. Olha, a gente vai demorar pra voltar sim, porque acabamos de chegar.

- Aé? Se você quiser eu vou buscar vocês!

- Não, obrigado!

- Onde é?

- Não precisa! Obrigado!

- Eu vou buscar. Onde é?

- Quixeramobim!

- Nossa! Onde fica isso?

- Ceará!


Sua esposa aparece e pergunta:

- Quem era?

- Dona Dulce, nossa vizinha.

- O que ela queria?

- Disse que a nossa rua foi interditada porque ouve um surto de lagartixas.

- Ai, credo, sério?
(sua esposa tem pavor de lagartixas).

- Sério, acho que vamos ter que dormir aqui.

- Aqui? Ah, não. É chato.

- Mas, não dá pra voltar pra casa hoje. Onde, então?

- Ah, já sei! Na casa da minha irmã.
(esposa do mala!)

Moral da história: quanto mais você reclama de uma coisa, mais essa coisa te persegue, seja essa coisa aniversário de criança, carne crua ou cunhado mala!

sábado, 18 de julho de 2009

MSN - "ocupado"


Às vezes, penso que certas pessoas não sabem realmente pra que serve o MSN.

Nem eu.

Tenho uma amiga que chega ao trabalho as 8 da manhã, entra no MSN, coloca na opção “ocupado” e mantém assim até a hora de ir embora.

Aí eu pergunto: “se ela vai ficar ocupada o dia inteiro, por que ela entra no MSN?”

Tudo bem, vai ver ela faz isso pra que gente chata não fique puxando conversa com ela. Então, faço outra pergunta: “se a pessoa é chata, pra que ter ela na sua lista de contatos ?"

A possível explicação seria dizer, que assim, colocando no “ocupado”, ela só conversa com quem ela quer. Mas, então, eu acho que a melhor opção seria “invisível”.

Aquela opção “ausente” também é meio nada a ver. Seria, tipo o quê? “Espera aí que eu fui mijar?” É mais fácil escrever: “Já volto” ou “Peraí” e pronto.

Outra coisa doida são as frases que a galera coloca na frente do nome. Outro dia, uma outra amiga escreveu algo do tipo: “ai, por que a gente tem que passar por coisas desse tipo na vida?” Depois, conversando com ela pelo MSN (deixando claro que foi ela quem puxou conversa) eu perguntei: - Você tá bem?

- Tô. Por quê?

- É que eu li a sua frase, achei que tava rolando alguma coisa chata.

- Ah, não, não. É uma coisa particular.


Até me senti um pouco mal, pois minha intenção era ajudar e não parecer um enxerido. Fiquei com vontade responder: – Olha, eu acho que a Internet não é o melhor lugar do mundo pra você escrever coisas “particulares”. Mas, não iria adiantar nada, porque mais tarde, ela colocou a mesma frase no Orkut, também.

E garanto que ela só não botou no Twitter, porque ela não tem.

Isso me faz lembrar aquelas pessoas que dizem: “Eu tenho um segredo.” Ela não vai te contar, mas quer que você saiba que ela tem um. O importante não é o segredo em si, mas, o poder de saber uma coisa que você não sabe.

Também há quem diga: “Vou te fazer uma surpresa!” Muitas vezes, dependendo da época que você ouve isso, dá até pra adivinhar o que é. Por exemplo: próximo ao seu aniversário pode ser uma festa surpresa. Mas, já não tão surpreendente assim.

Agora, dependendo de quem te diz essa frase, dá até medo. Imagina aquele seu cunhado mala. Se ele te falar que vai fazer uma surpresa, pode ter certeza que é algo do tipo: te convidar pra jantar peixe, na casa dele. E você já falou mais de 1000 vezes que ODEIA peixe. Mas, como aquele maldito nunca te ouve, você vai. E mesmo odiando, você se empanturra daquele peixe, só pra não ter que conversar com o seu cunhado. Você fica comendo por 2 horas. Depois demora mais meia hora no banheiro. Aí, você sai lá fora pra fumar. Sua esposa estranha:

- Aonde você vai?

- Lá fora. Fumar.

- Mas, você não fuma.

- Comecei hoje.


Depois de “ganhar” mais meia hora, você entra e chama a sua esposa pra ir embora. E o cunhado mala diz:

- Deixa que eu levo vocês.

No carro, ele vem contando pela nona vez a história do amigo rico dele que foi assistir a Fórmula 1. Isso porque só tem uma coisa na vida que você detesta mais que peixe: Fórmula 1. Quando o carro, finalmente chega, lá pelas 11 e meia da noite, sua esposa diz aquela maldita frase por educação: - Vocês não querem entrar?

E o cunhado, com a desculpa de “só ir no banheiro rapidinho” entra. E fica mais duas horas contando a história da Fórmula 1 pra você.

Nessas horas, penso que se a vida fosse como o MSN, com toda a certeza eu saberia pra que ele serviria. Toda vez que eu encontrasse esse cunhado, eu colocaria um quadradinho vermelho na testa escrito “ocupado”.

Ou, melhor, eu entraria na minha lista de contatos e deletaria, de uma vez por todas, o nome daquele mala!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Dinheiro


Não sou ladrão, mas juro que o dia que eu encontrar o autor da frase: “dinheiro não traz felicidade” assalto ele!

Num certo dia no final do mês, sem um tostão furado pra comprar um chiclete, olhei revoltado para o céu e gritei: - Meu Deus, por que é que eu não ganho na mega-sena?

Um amigo me perguntou: - Mas, você joga?


- Claro que eu jogo! Toda semana, nos mesmos números. E eu vou ganhar! (Pensamento positivo, eu li “O SEGREDO”)

Tenho uma conhecida, bastante religiosa que diz que dinheiro de jogo é dinheiro fácil e por isso não é abençoado por Deus.

Se a gente levar em conta que a chance de acertar 6 números na mega-sena é de 1 em 50.063.860, então não podemos dizer que é um dinheiro fácil, certo?

E outra. Essa conhecida é bancada por um marido que ganha muito bem, ou seja, ela não precisa “suar” pra ganhar o seu dinheiro. Aí, fica fácil esnobar os reais, mesmo.

Além disso, só quem já foi pobre sabe que o pobre, além de ser pobre é azarado. (Credo, que frase pobre!)

Imagina a situação: É a última semana do mês. Você resolve arrumar as gavetas do guarda-roupa e, milagrosamente, encontra R$40,00. Sua cabeça começa a fervilhar de alegria, pensando que destino dar para aquela grana extra: comprar umas pizzas? Ir pra um barzinho tomar um chope? Pagar uma prestação adiantada das Casas Bahia?

De repente, você ouve sua esposa gritar do banheiro: - Putz! Queimou o chuveiro!

E lá se vão os 40 contos.

Pra piorar, 2 dias depois acaba o gás. E aí você lembra porque tava guardando aquele dinheiro.

Outra coisa legal de jogar na mega-sena é ficar imaginando o que fazer com a bolada. Todo mundo que sabe que eu jogo já me pediu alguma coisa. Hoje, fazendo as contas, descobri que mesmo se eu ganhar o prêmio acumulado de 32 milhões na próxima quarta-feira, vou ficar devendo pra galera. Quer dizer, nem ganhei e já tô falido. Tô falando que pobre é azarado!

Numa certa sexta-feira, depois de jogar na mega-sena e na quina, saí da lotérica e por muito pouco não pisei num cocô de cachorro. Fiquei com remorso, porque como já comentei aqui em outra postagem, pisar na merda dá sorte. Pra compensar, fiz questão de cumprimentar um tiozinho que não gosta de tomar banho e fica parado na esquina de casa, só pra ver se salvava a minha sorte. Não adiantou. A mega-sena acumulou e a quina saiu pra um cara que com certeza já era rico e que naquela sexta-feira quando foi à lotérica pagar suas contas, ouviu da atendente:

- Seu troco é de 1 real, o senhor não quer aproveitar pra fazer um joguinho?

- Pode ser. – ele respondeu.

E o lazarento ganhou o prêmio acumulado sozinho!

Pra terminar, quero fazer um pedido a você, leitor, que acredita que “o dinheiro não traz felicidade”.

Ao fazer seu comentário nessa postagem, deixe também o seu e-mail. Na sequência, você receberá o número da minha conta bancária, onde poderá depositar todo o seu dinheiro e se livrar de uma vez por todas da infelicidade.

Sem mais, atenciosamente.

Paulo Sergio

sábado, 11 de julho de 2009

Analisando Cantigas Infantis



Não sou o primeiro nem o último a ficar admirado com o conteúdo violento das Cantigas Infantis brasileiras. Mas, ao invés de ficar falando mal das letras, prefiro fazer uma análise bem humorada desses conteúdos. Pra começar:






O Cravo e a Rosa


O Cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O Cravo ficou ferido
E a Rosa despedaçada

O Cravo ficou doente
A Rosa foi visitar
O Cravo teve um desmaio
A Rosa pôs-se a chorar



O Cravo brigou com a Rosa. Mas, ninguém sabe exatamente o motivo. Segundo boatos, eles estavam juntos fazia um ano. A Rosa, depois que pegou o Cravo flertando com a Margarida, resolveu dar o troco e “algo mais”. Saiu com o Cacto e “mandou bala”. O Cravo, quando ficou sabendo da traição, ficou “ferido” (dor de corno) e a Rosa, depois da noitada, ficou “despedaçada”.

Depois disso, o Cravo tentou suicídio. Foi levado às pressas para o hospital. Quando melhorou, recebeu a visita da Rosa. Ao vê-la, teve um desmaio de ódio. E a Rosa, com remorso pelo que causou, pôs-se a chorar e foi a inspiração para aquela música do Bruno e Marrone que diz assim: "Choram as Rosas, porque não quero estar aqui..."

Outra versão diz que o Cravo e a Rosa discutiam embaixo da sacada de um prédio quando este desmoronou. O Cravo teve escoriações leves, mas a Rosa foi arregaçada.

As investigações apontam que o culpado é um deputado federal que mandou construir o prédio com areia de praia.



Samba Lelê



Samba Lelê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
É de uma boa lambada.





Mais uma vez, recorri aos fofoqueiros de plantão para saber dos fatos.


Samba Lelê não estava doente, só era vítima do preconceito sexual de uma tia beata e fuxiqueira. Pra piorar, ele deu o azar de chegar pra apaziguar a discussão calorosa entre o Cravo e a Rosa, bem na hora que o prédio caiu.


Já dizia a minha avó: “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Ele quis se meter e, literalmente, tomou na cabeça!

Agora, não sei o que a lambada tem a ver com essa história. Embora, digam que a intenção de Samba Lelê era se candidatar a namorada do Beto Barbosa no quadro “Vai dar namoro” do programa “O MELHOR DO BRASIL”




Terezinha de Jesus



Terezinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão





Terezinha, que sempre fora apaixonada por Samba Lelê, ao descobrir que ele “mordia a fronha”, ficou tão desesperada que tomou um porre de wisky numa boate. Quando subiu ao palco bêbada, deu uma queda e foi ao chão. Três caras de chapéu na mão (strippers do Clube das Mulheres vestidos de Cowboys) a acudiram. Em seguida, foi colocada pra fora pelos seguranças.



Atirei o Pau no Gato


Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau !!!!!!





Terezinha, após sair da balada, foi ter um acerto de contas com o gato preto de Dona Chica, a sua vizinha. Contou aos amigos que, naquele dia, logo de manhã quando saia de casa para trabalhar, o “maldito” gato cruzou o seu caminho. “Certeza que foi ele que me deu azar” - ela dizia.

Bêbada e revoltada, Terezinha conta que passou a mão num pau de guatambu e desceu o sarrafo no gato. O gato não morreu. Mas, deu um miado tão alto que mais parecia um berro, chamando a atenção de todos, inclusive de sua dona.

Dona Chica, mesmo sendo uma senhora sempre tranqüila que detestava todo e qualquer tipo de confusão, não deixou aquilo barato. Meteu um processo na Terezinha.

Terezinha foi “condenada” a doar cestas básicas por um ano a um asilo de idosos.

Já o deputado, dono do prédio de areia, continua solto.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Uma historinha de merda

Há uma teoria que diz que pisar no cocô é sinal de sorte.

Tenho alguns argumentos que confirmam isso.

Meu primo, quando era criança, não apenas pisou como submergiu na bosta do porco. Anos depois, ele teve a sorte de se casar com uma mulher linda e rica.

Os atores de teatro, antes de entrar em cena, sempre dizem uns aos outros: “merda”, para dar sorte.

A essa altura do texto, o leitor pode estar se perguntando: “mas, se a merda é praticamente um amuleto de sorte, porque as pessoas, quando não estão numa fase boa da vida, costumam dizer que “estão na merda”?

Simples. Porque nem toda merda traz o mesmo grau de sorte.

Trabalhando na rua a minha chance de pisar na bosta é muito maior do que a de quem trabalha em local fechado. Tanto, que já consegui a façanha de repetir esse ato por 10 dias seguidos!

Penso que merecia, pelo menos, ter meu nome gravado no Guinnes Book, o livro dos recordes. Mas, não. O máximo de sorte que alcancei nesse período foi encontrar uma moeda de 5 centavos que, por azar, estava colada na calçada, com Super-bonder.

Depois disso, concluí que a bosta do porco traz muito mais sorte que a bosta do cachorro.

E a merda do gato?

Tenho uma vizinha que tem um gato preto. Dias desses, ela caiu dentro de casa e quebrou a perna. Culpa do gato preto? Lógico, afinal, se ele não tivesse cagado no chão da cozinha, minha vizinha não teria escorregado.

Mas, agora, chega de falar tanta bosta e vamos falar sério: Se você quer ter sorte de verdade, visite a Índia, encontre uma vaca e dê um mergulho no seu estrume.

Se o porco que é o responsável pela gripe suína pode trazer tanta sorte, imagine um animal que é sagrado, como a vaca!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Nomes

Quando eu tava na 2ª série, costumava passar boa parte do recreio tentando descobrir se uma determinada criança da 1 ª série era menino ou menina.

Aquela criança era grande para sua idade, gordinha e tinha sempre o cabelo cobrindo os olhos feito um poodle de madame escovado. Seus trejeitos, ora eram suaves, ora estúpidos. Sua voz oscilava entre o agudo do Edson Cordeiro e o grave da Ana Carolina. Por mais que eu analisasse, não conseguia chegar a uma conclusão.

Quando já pensava que o enigma não teria solução, recebi uma notícia que reavivou minhas esperanças: um garoto da minha sala era irmão daquele assexuado ser.

O problema, porém, era que esse garoto da minha turma, era o João “O Terrível” como era conhecido por ser o mais maldoso e briguento aluno do período matinal. Imagina eu chegando pra ele e perguntando:

- João, como é o nome da sua irmã da 1ª série?

- Que irmã o que! –
enfurecido – Aquele lá é meu irmão... (a frase terminando em sincronia com a voadora na minha costela).
Definitivamente, perguntar pro João não era uma boa ideia.

O tempo foi passando e a minha dúvida em relação ao sexo daquela figura da 1ª série, só aumentava.

Um dia, no intervalo, tive a oportunidade que precisava pra matar essa dúvida. João e sua turma, incluindo seu irmão/irmã, me chamaram pra brincar de esconde-esconde. Fui me esconder atrás da cantina e, quando cheguei lá, dei de cara com a criança indecifrável. Aproveitei a situação e perguntei:

- Ei, qual é o seu nome?

- Darci.

No ano seguinte, eles mudaram de escola e o mistério continua até hoje.


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Conheço várias pessoas que tem o mesmo nome.

Por exemplo. Quando alguém me fala sobre o Rafael, eu quase sempre pergunto: Qual Rafael? Meu primo, ou meu sobrinho?

Com Daniela é a mesma coisa: Daniela minha esposa, ou Daniela minha prima?

Essa é uma parte ruim de ter um nome bonito, porém, comum.

Isso não acontece com um amigo meu, por exemplo. O nome dele? DANIANDERSON. (Não digitei errado, é isso mesmo).

Se eu chegar pra alguém da minha cidade e perguntar:

- Você conhece o Danianderson?

A pessoa só tem duas respostas possíveis: SIM ou NÃO.

Com esse nome, não existe aquela história de: “Ele é filho de quem? Ele trabalha aonde?” Esse meu amigo, ou a pessoa conhece ou não conhece. É exato como a Matemática.

Esses dias, perguntei pra ele a origem desse nome. A história é tão comprida, que ele me mandou por e-mail. Dei uma resumida básica abaixo.

Quando a mãe de Danianderson estava grávida, havia uma tia dela, Filó, lá de Minas Gerais, que estava grávida também. Um dia, assistindo TV, tia Filó ouviu um nome diferente: DANIANDERSON. Reza a lenda que era o nome de uma atriz norte-americana. Um dia, quando tia e sobrinha conversavam por telefone sobre os nomes dos futuros filhos, decidiram que se nascessem meninas seria Patrícia, se nascessem meninos, Danianderson.

Isso quer dizer que meu amigo tem nome de mulher? Não!

Depois de quase causar uma pane na Internet após anos sentado na frente do computador buscando a origem do seu nome, sem sucesso, Danianderson decidiu desencanar e relaxar, assistindo um programa de TV chamado Mac Gyver. Pra sua surpresa, quando acabou o programa e ficou subindo aquelas letrinhas, ele pode ver que o nome do ator que faz o tal Mac Gyver é Richard DEAN ANDERSON.

Ele então concluiu que a velha surda da tia Filó, a trinta anos atrás, ouviu apenas o sobrenome da atriz americana e acabou pra abrasileirar para DANIANDERSON.

Se você ainda não conhece um DANIANDERSON, essa é a sua chance!
Ele, além de um grande amigo é um excelente biólogo, amante dos animais e autor deste blog aqui: http://www.danianderson.blogspot.com/






segunda-feira, 29 de junho de 2009

Propaganda Enganosa

Sábado à tarde, estava eu na fila da padaria, quando o pedido do sujeito a minha frente me chamou a atenção:

- Me vê quatro pães franceses, por favor!

“Por que pães franceses?” – pensei – “Eles não foram feitos aqui no Brasil?”

Comecei a matutar uma coisa: “Minha esposa e eu somos brasileiros. Se a gente for viajar pra França e ela engravidar lá, ou seja, se a criança for feita lá, e depois nascer no Brasil, ela será francesa ou brasileira?”

Óbvio que brasileira. Portanto, meu raciocínio em relação ao pão, estava errado.

Mas o fato do pão feito aqui ser chamado de francês, continuava a me incomodar.

Comentei com a minha esposa e ela disse:

- O pão é chamado de francês porque a sua receita veio da França. Entendeu?

Eu tive que contestar:

- Você quer dizer que se você engravidar aqui no Brasil, no dia em que a gente estiver usando as “receitas” do Kama Sutra, que é um livro indiano, nosso filho será indiano?

- Claro que não!

- Então, sua teoria também está errada. O pão francês é uma propaganda enganosa!


Depois que a minha esposa me mandou “à merda”, resolvi que não mais pensaria sobre o assunto. Sentei pra assistir tv, quando ouvi um "chamado" vindo da rua:

- Pamonha, pamonha, pamonha. Pamonha de Piracicaba!

Fui até o carro e pedi duas pamonhas. Na hora de pagar, perguntei, só pra tirar um sarro:

- Quer dizer que essa pamonha é de Piracicaba?

- Ohhh! É de lá sim!

O carro foi embora e eu entrei em casa. Quando abri o saquinho, bateu um cheiro horrível: as pamonhas estavam azedas.

Levando em conta a distância entre Atibaia e Piracicaba, que o carro da pamonha é tão velho que não deve passar dos 80km por hora na pista e que as pamonhas haviam azedado, só pude chegar a uma conclusão: aquelas pamonhas tinham vindo mesmo de Piracicaba!