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terça-feira, 4 de agosto de 2009

SINESTESIA

SINESTESIA: relação de planos sensoriais diferentes. Ex: gosto com cheiro, visão com olfato etc.





No dia 26 de julho, o Fantástico exibiu uma reportagem sobre a flautista suíça Elizabeth Sulston que tem a capacidade de sentir sabores e ver cores cada vez que ouve uma música.

Quem não viu, vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=TtN4-GeDuCc


No último domingo (02/08) o programa continuou falando sobre o assunto e dessa vez mostrou o caso da artista plástica brasileira Kátia Ribeiro que quando ouve a música “Festa no Apê”, do cantor Latino, sente gosto de sardinha frita na boca.

Link pra quem não viu: http://www.youtube.com/watch?v=4IqQ1HpF_kg


Ontem à tarde, eu estava na casa da minha mãe, quando a vizinha adolescente dela colocou pra tocar bem alto a mesma música da reportagem de 02/08, “Festa no Apê”, do Latino. Juro que, quase no mesmo instante, comecei a sentir um cheiro insuportável de bosta. Aí eu fiquei pensando: “Será que eu sou sinestésico ou fiquei influenciado pelas reportagens do Fantástico?”

Nem 1 minuto depois, minha mãe começou a dizer que também estava sentindo um fedor terrível. “Nossa! Acho que esse negócio de Sinestesia é hereditário!”- pensei.

O mais estranho de tudo foi que, quando acabou a música, o cheiro de cocô continuou. Foi então que a gente descobriu a verdade: a Pity, a cadelinha da minha irmã, havia cagado embaixo da mesa da cozinha.

Quem ler isso há de concordar que se levarmos em conta o nível da música que a gente estava sendo obrigado a ouvir, não era muito difícil de começarmos a sentir cheiro de merda no ar, mesmo se a cadelinha não tivesse cagado.

Falando nisso...

No terceiro colegial estudei com um cara chamado Luisão, que tinha a incrível capacidade de ver cores brilhantes no ar. Sei que é difícil de acreditar, mas ele jurava que era verdade. E ele não era de mentir.

Pensando na possibilidade do Fantástico dar continuidade a essa matéria sobre Sinestesia no domingo que vem, pensei em falar com o Luisão pra ele entrar em contato com o programa e, quem sabe, até ficar famoso. Mas, onde encontrá-lo depois de tanto tempo?

Pra você ver como são as coisas. Hoje de manhã, encontrei o Nelsinho, outro colega daquela época e o melhor amigo do Luisão. Quando contei pra ele o meu plano de tornar o Luisão famoso, ele disse:

- Shiiiii! Acho que esse negócio de levar o Luisão no Fantástico não vai dar certo, não!

- Mas, por quê? Ele não vê mais as cores brilhantes no ar?

- Não! Ele parou de tomar ácido já faz 3 anos.

- Ah, tá, brigado!

Falando sério, pra terminar.

Minha mãe, toda vez que ouve uma música alta, seja ela qual for, sente dores de cabeça terríveis e vê imagens em espiral rodando rapidamente. Mas, antes que você, leitor, pense: “Ai, ele tá zoando de novo”, vou revelar a verdade.

De fato, isso não tem nada a ver com Sinestesia.

A dor de cabeça e as imagens girando em espiral nada mais são do que crise de labirintite!