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domingo, 14 de maio de 2017

HAROLDO E MARILU: O FIO DE CABELO

Escrevi, produzi, dirigi e atuei numa mini web série chamada Haroldo e Marilu.

Quem quiser assistir (e curtir e compartilhar) o primeiro capítulo é só clicar no título em azul: Haroldo e Marilu : O fio de cabelo 

Abraços!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Limite do Humor

Quando o SBT anunciou o retorno da apresentadora Hebe Camargo após um problema de saúde, o humorista Danilo Gentili chamou o episódio de “O Retorno da Múmia”.

Após ser ferozmente criticado pela imprensa, ele explicou que, com a morte da Dercy Gonçalves, a Hebe herdou todas as piadas de velho.

Ultimamente, tem se discutido muito se o humor deve ter limites.

Eu não sou humorista, mas, como a minha intenção neste blog é escrever textos com uma boa dose de humor, também tenho essa preocupação com o limite do que é humor e do que é ofensivo.

Tenho 1,73 m de altura e calço 43 (às vezes, 44). Quer dizer, meu pé é enorme pra minha pouca estatura.

Pra se ter uma ideia, quando eu nasci, meu pé já era tão grande, mas, tão grande, que eu não pude fazer o teste do “pezinho”.

O tempo foi passando, a adolescência acontecendo e começaram os problemas: a galera zuando com a minha cara. Ou melhor, com o meu pé!

Imagina você chegar na piscina do clube, aquela menina linda vir conversar com você e de repente um dos seus amigos grita:

“- Ô, Paulo! Veio nadar de pé de pato, hoje?”

E aí a menina olha pros seus pés e “racha o bico” de dar risada.

Roxo de vergonha, você pula na piscina. Aí, outro besta grita:

“- Cuidado! Não vai bater os pés se não vai dar maremoto na rua de baixo.”

Piada vai, piada vem. Um dia você quase vira herói.

“- Se um meteoro vir de encontro à Terra, é só o Paulo plantar bananeira que os pés dele formarão um escudo protetor e estaremos salvos!”

Imagina um adolescente super tímido sendo alvo desses tipos de piada.

Tinha dia que eu ficava tão irritado que perdia as estribeiras e acabava mandando todo mundo à merda. Mas, aí, sempre tinha alguém que falava algo assim:

“- Nossa! Paulo. Não sei como você pode ser tão desequilibrado com um pé deste tamanho!”

No fim, eu acabava rindo junto com a galera.

E era o melhor que eu fazia, afinal, estávamos entre amigos e todos tinham uma característica peculiar, digna de ser alvo de piada.

O Oscar e a sua baixa estatura;
O Danianderson e a sua careca;
O Haroldo e o seu cabelo de Valderrama;
O Flavio e a sua barriga de boneca gorda de shorts branco;
O Toshiro e o seu mini p... (deixa pra lá!)

Pensando bem, acho que o humor não tem limite. Tá mais pra algo 8 ou 80:

Se fizer rir é humor!

Se não fizer rir não é humor!

Mas, isso, é cada um que tem que decidir.

Agora, antes de terminar, um conselho: se você não tiver intimidade com a pessoa que você pretende fazer a piada, não faça!

Veja o que aconteceu com uns caras que mexeram com meu bisavô o “Pé Grande”:

 Clique AQUI


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Paulo: o bom professor

Muitos me perguntam:

- Paulo, você é formado em Letras. Por que ainda não tá dando aulas?

Dias atrás, me ligaram da Diretoria de Ensino pedindo que eu levasse urgente meu diploma e histórico escolar, caso tivesse interesse em pegar aulas como professor eventual.

Peguei o ônibus, cheguei lá 16:45h (fechava as 17:00). Na entrada do lugar, a recepcionista lixava as unhas da mão.

- Boa tarde. - eu disse.

- Fala! - respondeu sem olhar pra minha cara.

- Eu vim trazer o meu diploma e...

- É pra pegar aulas?

- É.

- Desce a escada e entrega lá embaixo.

Pelo tratamento da recepcionista, fiquei com medo de descer as escadas e chegar ao inferno. Mas, fui.

Chegando embaixo, havia umas 20 salas, pelo menos. Pedi informação a uma mulher que passava e ela foi muito simpática comigo. Mais confiante, segui até a sala indicada.

Dentro da sala, uma mulher sentada e um cara com trejeitos de menino alegre olhavam alguma coisa no computador e riam. Quando parei na porta, o indivíduo me lançou uma olhada de cima a baixo, que não me deixou dúvidas: Ele torcia para o São Paulo.

Pelo menos é o que indicava a camiseta que ele vestia.

O moço saiu da sala e a mulher me disse:

- O que é, professor?

- Boa tarde. Esses dias, me ligaram daqui dizendo que eu tinha que trazer uns documentos até hoje, sem falta, se quisesse pegar aulas.

- Quem te ligou?

- O nome eu não sei. Mas, era daqui.

- Ah, não sei pra que é essa papelada sua aí não. Deixa aqui, vou colocar numa pasta e qualquer coisa a gente te liga depois.

Saí de lá com vontade de enfiar o meu diploma na garganta dela. No mínimo!

Como até agora não me ligaram, ainda não posso pegar aulas como professor substituto.

Em escola particular, sem nenhuma experiência, fica bem difícil. Fora, que ainda não há previsão de concurso público.

No ano passado, fiz estágio numa escola que, segundo dizem, é uma das melhores da região em comportamento de alunos.

Fiquei apavorado!

Na minha época, havia 2 ou 3 alunos na sala que eram terríveis. (Lembrando que eu estudei com o Oscar Filho).

Hoje, 90% da galera é terrível. Eles gritam o tempo todo, arrastam a carteira, saem na porrada por qualquer coisa, jogam bolinha de papel no professor (e no estagiário) e falam mais palavrão que a Dercy Gonçalves.

Às vezes, fico em casa pesquisando livros de Pedagogia e Psicologia Infantil, tentando buscar métodos de controle desses alunos pra quando eu for dar aulas. Mas, confesso que foi num livro comprado num sebo, chamado “Homem-bomba na sala de aula” que encontrei uma boa estratégia de ensino:

Entro na sala, paro ao lado da minha mesa e digo o seguinte:

- Bom dia! Meu nome é Paulo, vou dar aula pra vocês de Língua Portuguesa e exijo que vocês fiquem em silêncio absoluto. Seja por bem, seja por mal!

E nesse mesmo instante eu retiro da minha mochila uma granada e a coloco sobre a minha mesa.

Claro que essa história da granada é uma brincadeira!

Na verdade, eu quero ver se arrumo uma ogiva nuclear.