Sabe aquelas frases que você ouve todos os dias no seu trabalho, na escola, em casa... e não aguenta mais?
Relacionei abaixo algumas das frases mais ouvidas e detestadas por nós, os leituristas de luz. E, claro, fiz os devidos comentários.
FRASE 1:
“Pode entrar, meu cachorro não morde!”
Situação: Antes de morar em Atibaia, a mulher que vem me atender morou 2 anos em São Paulo e foi assaltada 17 vezes. Hoje, ela é obcecada por segurança: a casa tem muros de 5 metros de altura, cercas elétricas cortantes, câmeras, alarme, um pôster do Vampeta nu pendurado no portão da garagem e um Pit Bull tão bombado que eu tenho certeza que ele é colega dos caras da minha outra postagem, “Malhação”.
O pior é que tem leiturista que acredita que o bicho não vai morder e entra na casa. Aí, obviamente ele vai ouvir a FRASE 2:
“Ai, desculpa, moço! Foi a primeira vez que o meu cachorro atacou alguém!”
Tenho certeza que se um dia eu e meus colegas leituristas formos submetidos a uma regressão hipnótica, descobriremos que na vida passada fomos irmão chineses donos de um restaurante especialista em carne de cachorro.
Quer dizer, leiturista levar mordida de cão é uma questão de compensação da vida passada. Faz parte do nosso Carma.
Mas, nem todas as frases envolvem cães.
FRASE 3:
“A minha conta tá vindo muito alta, viu!?”
A pessoa fala como se fosse eu que usasse a energia elétrica da casa dela. Juro que dá vontade de responder:
- Por um acaso eu tomei banho na sua casa? Não! Então vai reclamar da conta pro Ricardão!
FRASE 4:
“Deu pra ver aí?”
Puta que o pariu! A gente pára na frente do relógio de luz, marca, vai embora e quando já tá lá onde Judas perdeu a virgindade, a pessoa chama pra perguntar se deu pra ver direito.
Aí, quando ela vê a cara de bosta que eu faço, quer disfarçar fazendo uma piadinha:
“Deu pra ver aí? Ou, viu sem dá mesmo? Ha ha ha ha!
Dá vontade de dá na cara dele, isso sim!
Ou então:
“Deu pra ver aí?”
“Dei! Dei pra ver, sim! Dei até assar! Inclusive, o senhor não tem um Hipoglós aí pra me emprestar?”
FRASE 5:
“O leiturista não passou na minha casa. Deve ter marcado a luz ‘a olho’”.
Vai tomar no olho!
Primeiro: nossa empresa é terceirizada. Cada leitura que deixamos de fazer, a empresa deixa de receber, Portanto, há uma grande cobrança para que façamos a leitura. Acontece que tem gente que não atende a gente nem a pau e depois vem falar que não passamos na casa delas. Da próxima vez, vou arrombar a porta.
Segundo: trabalhamos com um método que não permite que façamos a leitura “a olho”, ou, por média, como as pessoas dizem. Quando não dá pra fazer a leitura, justificamos e voltamos no dia seguinte.
Às vezes, está um puta temporal, ou um sol do inferno, aí vem um lazarento e fala: “Tá marcando direito? Acho que vocês marcaram “a olho” na minha casa.”
Dá vontade responder:
- Eu poderia estar em casa, sentado no sofá, tomando uma cerveja gelada e “chutando” a leitura, mas, como sou masoquista, prefiro ficar andando embaixo desse sol de 40 graus até pegar uma ensolação, além de ficar ouvindo pessoas como o senhor falando merda na minha orelha. Adooooooooro!
Apesar de insuportáveis, muitas vezes, essas frases idiotas que ouvimos nos fazem refletir.
Esses dias, assistindo ao BBB 10, ouvi o Marcelo Dourado dizer uma frase que me fez pensar se aquele programa é pra valer mesmo ou combinado. A frase "genial" era mais ou menos assim:
“Se um homem saudável transar com uma mulher com AIDS e ele for heterossexual, ele NÃO pega AIDS.” (Marcelo Dourado).
-AAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Depois disso, comecei a pensar no porque de assistir aquele programa. Sim, pois, se aquele cara é um imbecil por dizer uma frase absurda daquelas, eu que fico dando ibope pro programa sou o quê, então?
Por outro lado, se eu não ver nem ouvir essas coisas bizarras, de onde vou tirar material pra escrever minhas postagens?
Afinal, merda é adubo!
Por outro lado, se eu não ver nem ouvir essas coisas bizarras, de onde vou tirar material pra escrever minhas postagens?
Afinal, merda é adubo!

