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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Super Herói

Quando estou trabalhando, uso óculos, boné e uniforme.

Quando NÃO estou trabalhando, uso lentes de contato e gel no cabelo pra arrepiá-lo.

Lembra do Clark Kent? Então, bastava ele tirar aqueles óculos que se “transformava” no Super Homem. 

Com óculos ninguém o reconhecia. Com óculos, a sua identidade secreta estava protegida.

Comigo, acontece mais ou menos a mesma coisa. Faço a leitura da luz na casa de uma pessoa há anos. Chego lá, ela me cumprimenta. Mas, quando passo na frente dessa mesma pessoa fora do horário de trabalho, ela não me reconhece.

A diferença é que, ao contrário do Clark Kent, eu me “transformo” num super herói (Homem da Luz) quando coloco os óculos.

Meus poderes também são outros: a super paciência e a ironia dosada. Mas, assim como Super Homem, também solto fogo pelos olhos nos momentos de ira, como mencionei na postagem anterior.

O ponto fraco do Super Homem é a Cryptonita.

O meu é Pit Bull.

O uniforme dele é azul com cinto amarelo, capa vermelha e a bota das Paquitas na mesma cor. Ah, e claro, a cueca, também vermelha, por cima da calça.

O meu uniforme é: calça azul, cinto e sapatos pretos, camisa caqui e a capa (de chuva) amarela. Quando chove, pareço um quindim gigante andando pela rua.

Com tantas diferenças, é muito difícil que Super Homem e Super Leiturista sejam confundidos um dia.

Se bem que...

Dias atrás, estava fazendo a leitura da luz num mercado. Quando saí, dei de cara com uma mulher que conheci há muitos anos atrás. Ela, sem me reconhecer, perguntou:

- Ah, moço, você é o leiturista da luz ou da água?

- Da luz. E a senhora já deu aula pra mim.

Ela ficou apertando os olhos como se quisesse me enxergar melhor ou talvez pra espremer o cérebro buscando um caldinho de memória.

- Hummm. Como é o seu nome?

- Paulo. Paulo Sergio Furquim de Almeida.

- Hummm... (cara de quem tá chupando limão)

- Foi na terceira série, na escola José Alvim. Isso faz muito tempo...

Aí ela me surpreendeu:

- Em 1988, né?

- Isso mesmo. Só 23 anos atrás. A senhora lembrou-se de mim?

- Paulo Sergio... Paulo Sergio... Eu lembro vagamente... Mas, escuta... Você não era mais moreno?

Como assim???

Com esse verão que anda fazendo, mesmo usando boné e um quilo de protetor solar fator 15 milhões diariamente, com certeza hoje estou bem mais moreno do que eu era quando tinha 9 anos. Além disso, como eu poderia ser moreno e agora estar mais branco?

Nesse momento, na caixinha de som do mercado começou a tocar a música “Billie Jean” e então eu não tive mais dúvidas: a ex-professora estava confundindo o Homem da Luz com o Michael Jackson.

É por essas e por outras que eu falo: ser o Homem da Luz às vezes não é fácil.

Mas, é bem divertido!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal



Diz a lenda que se a gente colocar o sapatinho na janela na noite de Natal, Papai Noel deixará um presente dentro.

Quando eu era criança, achava que poderia levar vantagem nisso. Afinal, tenho apenas 1,73 m de altura e calço 43 (às vezes 44).

Então, num certo Natal, coloquei meu "sapatinho" na janela do quintal. No dia seguinte, fui correndo até onde ele estava pendurado, na esperança de encontrar, pelo menos, uma casa mobiliada dentro dele.

Mas, como Natal não é Programa do Gugu nem do Luciano Huck, a única coisa que achei dentro do sapato foi uma barata. E morta, porque na época eu usava um Kichute que fedia que era uma desgraça.

Mas, os anos se passaram e eu descobri que aquele senhor de óculos, barba branca e roupa vermelha não existia.

Quer dizer, existia, mas, não era o Papai Noel, era o "Pinga", pai do meu primo.

Por que será que sempre tem um que é escalado todo ano pra ser o Papai Noel?

Deveria haver um revezamento obrigatório para essa tarefa tão árdua.

Primeiro, o cara tem que ficar até a meia-noite sem tomar uma gota de álcool. Papai Noel com bafo e trocando os presentes da criançada de tão bêbado, não dá!

Além disso, tem que usar aquela puta roupa quente, em pleno verãozão de dezembro e não pode nem suar porque a barba desgruda.

Depois, ele ainda tem que sair escoltado pra criançada não segui-lo e descobrir a farsa.

Mas, sempre tem um garoto mais velho e metido a esperto que tenta estragar tudo dizendo:

- Eu sei quem é o Papai Noel!

Aí, um adulto mais esquentado diz:

- É mesmo? Então fica na tua ou vai virar comida de rena!

Falando em rena, uma vez, um moleque chegou correndo dizendo que o Papai Noel havia deixado o trenó estacionado no campinho atrás da casa da minha tia. No dia seguinte, outro menino ainda confirmou:

- É verdade mesmo, a grama lá do campinho tá mais baixa do que ontem.

Tô torcendo pra esse ano o bom velhinho deixar as renas aqui na viela do lado de casa porque o mato já tá quase cobrindo o poste elétrico.

Ontem, fui fazer a leitura da luz numa casa e uma mulher muito simpática apareceu com um panetone na mão dizendo assim:

- Olha, Papai Noel apareceu aqui e pediu pra eu entregar isso pra você.

Eu respondi:

- Obrigado! E aproveitando que a senhora é tão chegada dele, diz que o meu pedido de Natal desse ano é ganhar na mega sena da virada!

Quem já leu minhas outras postagens deve ahcar que tenho uma espécie de fixação em ganhar na mega sena, de tanto que já falei sobre isso. Na verdade, não!

Estou apenas fazendo um teste para ver se a "Lei da Atração" do livro "O Segredo" funciona mesmo. Tanto que caso eu ganhe os 85 milhões do prêmio, vou distribuir tudo entre as pessoas carentes...

... as pessoas carentes aqui da minha casa.

Falando sério:

Conheço gente que não gosta de Natal. Dizem que é uma época de falsidade, quando as pessoas saem cumprimentando aqueles de quem falaram mal o ano todo, como se nada tivesse acontecido.

Aí eu pergunto:

Quantas vezes por dia nós temos que "engolir sapo" de clientes mal educados, de fornecedores estressados, de chefes mal humorados porque não "deram uma" na noite anterior?

Muitas! E por quê?

Pra garantir o nosso emprego.

Somos falsos por causa disso?

Talvez. Mas, é um mal necessário.

Nesse Natal quero apenas estar com as pessoas que gosto. De repente, pode até ser que o cunhado mala apareça. E daí? Não preciso me tornar amigo dele. Mas, o que custa tomar umas cervejas e jogar conversa fora com o cara?

E pra quem não suporta a família, procure ficar com os amigos. E não reclame deles, pois, foi você mesmo quem os escolheu!


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A todos que me apóiam, lendo, seguindo e indicando o blog, desejo apenas uma coisa nesse Natal:

- MUITA LUZ PRA VOCÊS!!!

Afinal, eu sou um dos únicos que podem desejar isso, pois sou: "O homem da luz!"