Ontem, fiz a leitura da luz dentro de uma oficina e quando já estava saindo um dos mecânicos me chamou:
- Viu! Posso te fazer uma pergunta?
- Pode. – respondi.
- É verdade que lá no Imperial (bairro de Atibaia) tem um cara vestido com uniforme de leiturista de luz que tá entrando na casa dos outros pra abusar da mulherada?
Esperei alguns segundos pra ver se ele ria da própria piada. Mas, ele não riu! Então respondi:
- Olha, não estou sabendo de nada, não!
- É que a minha mulher fica sozinha em casa, né, sabe como é que é! Ha ha ha!
Tenho um colega de trabalho cujo apelido é Feio que é o José Maier dos leituristas de luz.
Só que ao contrário do Zé Maier, o Feio só encara mulher feia.
O mais estranho é que quando alguém comenta de uma mulher bonita que está passando na rua, o Feio não liga.
Meu encarregado que também é meu primo, o Ronaldo, tem uma teoria boa sobre isso: “O Feio só dá em cima de quem ele acha que ele tem chance.”
De fato, ele quase nunca leva um fora.
Mas, Feio não gosta só das feias. Ele também gosta das coroas. Passou dos 65 anos ele diz que “está no ponto!”.
Tivemos até que proibi-lo de frequentar a casa do Ronaldo, pois, nossa avó mora lá.
Imagina o transtorno se a minha avó com 91 anos de idade ficasse com o Feio que tem 45? Ela poderia ser presa por pedofilia!
Quando o mecânico me falou da história do cara de uniforme de leiturista “pegar” a mulherada no bairro do Imperial, foi inevitável não pensar no Feio. Principalmente porque o Feio mora nesse bairro.
Falei pro mecânico:
- Por via das dúvidas, sempre que alguém for fazer leitura na sua casa, peça para mostrar o crachá antes de entrar.
- Ah, muito obrigado viu! – ele respondeu.
Quando saía da oficina, encontrei uma carteira na calçada. Abri. Pelo RG, percebi que era do mecânico. Entrei pra devolver.
- Olha, achei sua carteira na calçada.
- Pô! Muito obrigado!
Não resisti e perguntei:
- Viu! De quem é essa foto que tá na sua carteira?
- É da minha esposa. Bonita ela não?
- Hum... bem... – fiquei constrangido.
- Ei, não vai me dizer que é você quem faz a leitura lá no Imperial?
- Por quê?
- Porque eu percebi que você achou a minha mulher bonita. Ha ha ha ha!
“Sujeito maluco!” – pensei.
- É – respondi dando um sorriso amarelo – O papo está bom, mas, eu tenho que ir.
- Oh, bom trabalho!
- Igualmente!
Quando saí daquela oficina um pensamento martelava a minha cabeça: “Se o Feio for o cara do uniforme do Imperial, com certeza, a mulher do mecânico não vai escapar!”
Veja a foto dela:
Mas, o meu medo mesmo é o mecânico acreditar que o leiturista do Imperial sou eu!
AS AVENTURAS DE UM LEITURISTA DE LUZ (E OUTRAS HISTÓRIAS) SOB UM PONTO DE VISTA BEM HUMORADO.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Novela das 9
Não sei se sinto inveja, ódio ou pena dos personagens da nova novela das 9.
99% deles são lindos, cultos, inteligentíssimos e milionários.
Eles tem problemas?
Claro! E quem não os tem?
A personagem da Lilia Cabral esses dias mesmo estava com um problemão daqueles!
Ela não sabia se voltava para casa de iate ou de helicóptero.
Isso me fez pensar sobre os meus próprios problemas de (falta de) condução.
Lembrei do dia em que coloquei aquele tênis furado e peguei um baita temporal. E, pra completar, ainda esqueci o guarda-chuva. Depois, na volta, entrei num ônibus com mais umas 300 pessoas, sendo metade da galera formada por limpadores de fossa voltando do trabalho e a outra metade, por adolescentes rebeldes voltando da escola, todos munidos de MP3 (4, 5, 6 ou 7) tocando músicas horríveis no último volume. Aí, como o vidro do ônibus estava fechado e embaçado, não consegui enxergar onde estava e acabei descendo 6 pontos depois da minha casa. E tendo que voltar a pé na chuva.
Também teve aquela vez em que fui de carona numa festa muito longe e muito chata e tive que ficar esperando a boa vontade do dono do carro pra vir embora.
Depois de profunda reflexão, percebi como eu reclamo à toa. Como os meus problemas comparados aos da Lilia Cabral (personagem) são insignificantes!
E o Zé Maier?
Putz! O cara vai passar a lua de mel em Paris e não quer sair do quarto.
Tá certo que uma Elena maravilhosa daquela levanta a libido até de defunto. Mas, o cara é insaciável.
Meu sonho era ver um duelo de “quem é mais macho” entre José Maier e Chuck Norris.
99% deles são lindos, cultos, inteligentíssimos e milionários.
Eles tem problemas?
Claro! E quem não os tem?
A personagem da Lilia Cabral esses dias mesmo estava com um problemão daqueles!
Ela não sabia se voltava para casa de iate ou de helicóptero.
Isso me fez pensar sobre os meus próprios problemas de (falta de) condução.
Lembrei do dia em que coloquei aquele tênis furado e peguei um baita temporal. E, pra completar, ainda esqueci o guarda-chuva. Depois, na volta, entrei num ônibus com mais umas 300 pessoas, sendo metade da galera formada por limpadores de fossa voltando do trabalho e a outra metade, por adolescentes rebeldes voltando da escola, todos munidos de MP3 (4, 5, 6 ou 7) tocando músicas horríveis no último volume. Aí, como o vidro do ônibus estava fechado e embaçado, não consegui enxergar onde estava e acabei descendo 6 pontos depois da minha casa. E tendo que voltar a pé na chuva.
Também teve aquela vez em que fui de carona numa festa muito longe e muito chata e tive que ficar esperando a boa vontade do dono do carro pra vir embora.
Depois de profunda reflexão, percebi como eu reclamo à toa. Como os meus problemas comparados aos da Lilia Cabral (personagem) são insignificantes!
E o Zé Maier?
Putz! O cara vai passar a lua de mel em Paris e não quer sair do quarto.
Tá certo que uma Elena maravilhosa daquela levanta a libido até de defunto. Mas, o cara é insaciável.
Meu sonho era ver um duelo de “quem é mais macho” entre José Maier e Chuck Norris.

O Chuck Norris, como todo mundo sabe, é tão macho, mas tão macho que não come mel. Mastiga abelhas!
Já o Zé Maier “come” até abelha. Mas, sem mastigar!
Os personagens do Zé Maier só pegaram mulheres bonitas até hoje, como: Vera Fischer, Maitê Proença, Taís Araújo... Queria ver ele encarar a Bela a Feia.

Se bem que ele encararia sim. Mas, só no último capítulo. Quando ela ficasse bonita.

Falando nisso: quantas versões essa novela já teve aqui no Brasil?
Só eu contei 3: Bete a Feia, A Feia mais Bela e agora, Bela a Feia. Sem contar o seriado Ugly Betty.
Sabe o que é o pior disso tudo? É que mesmo a novela já tendo passado várias vezes, eu nunca consegui assistir o último capítulo, que é quando a Bete aparece bonita.
Falta de tempo?
Que nada!
Falta de saco, mesmo. Eita novelinha chata!
Aliás, nem sei por que assisto novela. É tudo igual!
O mocinho e a mocinha vão lutar a novela toda contra os seus inimigos e só vão ficar juntos no último capítulo, que é quando rolam os casamentos e o nascimento de um bando de crianças.
Como se isso fosse padrão fixo de felicidade.
Queria assistir uma novela que surpreendesse. Não precisava acontecer muita coisa diferente. Bastava que fosse uma coisa forte o suficiente para abalar a estrutura da família brasileira.
Imagina, por exemplo:
No último capítulo de Bela a Feia, Bela manda uma carta para o programa “10 anos mais jovem” e é chamada. Depois de analisar a situação da moça, a equipe de beleza chega a seguinte conclusão:
“- É, não tem outro jeito. Vamos ter que transplantar o seu cérebro em outro corpo!”
E no último capítulo da novela das 9, aconteceria o seguinte:
Zé Maier (personagem) vai ao consultório do doutor Salvatore e após uma bateria de exames, recebe a terrível notícia do doutor:
“- Você tem impotência sexual crônica e é irreversível!”
Aí o personagem do Zé faz mudança de sexo e se inscreve no concurso “Garota da Lage 2010”.
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