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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Filas de votação





A gente vê e ouve cada coisa nas filas de votação.

Minha mãe foi votar no domingo e havia umas 10 pessoas na frente dela. Chegou uma senhora e, pra passar o tempo, as duas começaram a conversar.

Mas, de repente, a mulher começou a reclamar que estava se sentido muito mal.

- A senhora quer que chame o pessoal da ambulância que está lá fora? – disse um dos fiscais que trabalhavam na eleição.

- Não. Eu só quero votar logo e ir embora pra casa.

- Tem certeza, senhora? Acho melhor eu chamar o...

- Não precisa! Eu só to com um pouco de tontura, enjoo e dor de cabeça. É só votar logo, chegar em casa, tomar o meu remédio e me deitar que passa!

- Tudo bem!

Passaram a mulher na frente de todo mundo.

Depois de votar, a mulher saiu da sala, puxou minha mãe num canto e disse cochichando :

- Na verdade, eu não estava passando mal nada! É que eu lembrei que deixei um frango assando no forno! Hehehe!

Dá pra acreditar?

Todo mundo sabe que quem tem criança de colo passa na frente dos outros.

Só que tem família que faz rodízio com a coitadinha.

Entra a mãe, vota e sai.

Um minuto depois, entra o pai carregando a mesma criança. Vota e sai.

Depois, o tio. Depois a tia...

Até que o fiscal não aguenta a cara de pau da família e comenta com a tia:

- Engraçado, moça! Tenho a impressão de que é a quarta vez que vejo essa criança aqui hoje! É seu filho?

- Não. São da minha irmã.

- Como assim são?

E a cara de pau diz:

- É que ela teve quadrigêmeos!

Pior que isso é gente que carrega a criança maior que ele no colo e quer passar na frente.

- Desculpe, senhor, mas, só passamos na frente quem está com criança de colo.

- Mas, o meu filho está no colo.

- Senhor... Por favor! Seu filho deve ter no mínimo uns 12 anos!

- Não é nada disso! Ele só parece muito grande, mas, na verdade, eu que sou anão.

O fiscal encara o senhor e percebe que ele tem no mínimo 1,70m de altura, ou seja, é maior que o Oscar Filho e, portanto, não pode ser anão!

Mas, quem se dá mal mesmo é o sujeito que atende o celular na fila.

“- Alô? Quem fala? Oi, tudo bem e você? O que? Ah, se eu tenho o telefone do Ditão? Celular ou fixo? Fixo? Tenho sim, só um minutinho...”

O sujeito pede uma caneta pro rapaz do lado dele. Olha na agenda do celular e anota os números do tal Ditão na mão. Aí, volta pro celular.

“- Oh, João! Anota aí o número do telefone do Ditão: 45134350. Anotou? Que? A ligação tá ruim. Ah, pra falar alto e pausadamente? Tá bom! Marca aí:

45 – 13 – 43 – 50"

Nesse momento um radical grita:

- Ei! O cara tá fazendo boca de urna aqui na fila!

Os fiscais chamam a polícia e levam o sujeito que falava ao celular algemado.

E pensar que o coitado ia votar em branco pra presidente...