No Carnaval do interior tem banda de marchinhas, bonecões, bateria de escola de samba e, claro, todas aquelas pessoas e situações que você encontra nos Carnavais por aí.
Sempre tem um amigo que não aguenta beber nada, mas, quer beber tudo. Ele é tão sensível aos efeitos da bebida que se comer uma salada temperada com vinagre de álcool ele fica bêbado.
Mas, não adianta querer convencê-lo. Ao som de “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe que quero mamar...” ele vai mamando tudo que aparece: cerveja, caipirinha, pinga com coca, vodka, gasolina...
Depois de algumas horas, ele começa a ter alucinações como, por exemplo, ver a tia que é freira agarrada a um alemão fantasiado de He-Man. É o sinal de que o momento de parar de beber já passou faz tempo. Mas, aparece alguém com uma Bavaria quente e ele encara.
Quando a esposa tenta tirar o copo dele, ele sai correndo. Ela diz que vai embora e ele nem escuta. Aos poucos, todos começam a desaparecer, inclusive ele, e só sobra você pra procurá-lo.
Você o procura por mais de 1 hora. De repente, se lembra de tê-lo ouvido falar que estava com fome.
Você encontra o seu amigo sentado na escadaria próxima ao carrinho de cachorro quente. Ele dorme com um pão seco na mão. Seco porque um cachorro roubou a salsicha.
Quanto tenta levantá-lo, ele diz: “- Não vai dá, não vai dá não.”
E você responde: “- Vai ter que dá, vai ter que dá!”
Mas, o “bicho” desmaia e o jeito é chamar uma ambulância pra levá-lo pro Hospital.
Antes disso, porém, rola muita coisa...
Você compra cerveja boa, gelo e enche o isopor. Aí, aparece aquele parente com 4 latinhas de uma cerveja cuja marca você nunca viu e ele diz: “- Trouxe pra colaborar.”
E o palhaço toma toda a sua cerveja, enquanto a dele, nem o seu amigo bebum quer saber.
Ah, não podemos esquecer a bendita espuminha de Carnaval. A espuma lançada ao ar sempre cai dentro da lata de cerveja.
E não adianta tampar a lata com a mão porque na hora que você abrir a boca para cantar “... cachaça não é água não...” a molecada vai espirrar a espuma na sua goela.
E sabe aqueles caras briguentos que só vão pra arrumar confusão?
Na verdade eles são gays enrustidos. Acompanhe o meu raciocínio:
Há 800 mil mulheres solteiras dando sopa, beijo e o que vai um bom xaveco puder render. Mas, o imbecil vai olhar justamente praquela menina que tá acompanhada pelo cara que é irmão gêmeo do segurança.
Aí, é briga na certa.
Mas, esse negócio de mexer com mulher comprometida é truque.
O cara mexe com a mina, aí o namorado da mina, fortão, vai se atracar e rolar no chão com ele. Na sequência, vem a turma do deixa - disso, geralmente outros caras fortões.
Aí o folgado vai pra casa todo dolorido e diz pros colegas que está feliz porque “brigou”.
Feliz porque brigou uma ova! Ele está feliz porque foi agarrado por um sem número de homens musculosos e suados.
Depois disso, ele assiste o Big Brother e vai dormir, chupando dedo, sonhando que está “de conchinha” com o Cadu.
Mas, apesar do amigo bêbado, da cerveja quadrada, da espuminha e dos brigões, o Carnaval ainda é o Carnaval.
Ruim mesmo é a ressaca (física e emocional) da quarta-feira de cinzas.