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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010

No Carnaval do interior tem banda de marchinhas, bonecões, bateria de escola de samba e, claro, todas aquelas pessoas e situações que você encontra nos Carnavais por aí.

Sempre tem um amigo que não aguenta beber nada, mas, quer beber tudo. Ele é tão sensível aos efeitos da bebida que se comer uma salada temperada com vinagre de álcool ele fica bêbado.

Mas, não adianta querer convencê-lo. Ao som de “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe que quero mamar...” ele vai mamando tudo que aparece: cerveja, caipirinha, pinga com coca, vodka, gasolina...

Depois de algumas horas, ele começa a ter alucinações como, por exemplo, ver a tia que é freira agarrada a um alemão fantasiado de He-Man. É o sinal de que o momento de parar de beber já passou faz tempo. Mas, aparece alguém com uma Bavaria quente e ele encara.

Quando a esposa tenta tirar o copo dele, ele sai correndo. Ela diz que vai embora e ele nem escuta. Aos poucos, todos começam a desaparecer, inclusive ele, e só sobra você pra procurá-lo.

Você o procura por mais de 1 hora. De repente, se lembra de tê-lo ouvido falar que estava com fome.

Você encontra o seu amigo sentado na escadaria próxima ao carrinho de cachorro quente. Ele dorme com um pão seco na mão. Seco porque um cachorro roubou a salsicha.

Quanto tenta levantá-lo, ele diz: “- Não vai dá, não vai dá não.”

E você responde: “- Vai ter que dá, vai ter que dá!”

Mas, o “bicho” desmaia e o jeito é chamar uma ambulância pra levá-lo pro Hospital.

Antes disso, porém, rola muita coisa...

Você compra cerveja boa, gelo e enche o isopor. Aí, aparece aquele parente com 4 latinhas de uma cerveja cuja marca você nunca viu e ele diz: “- Trouxe pra colaborar.”

E o palhaço toma toda a sua cerveja, enquanto a dele, nem o seu amigo bebum quer saber.

Ah, não podemos esquecer a bendita espuminha de Carnaval. A espuma lançada ao ar sempre cai dentro da lata de cerveja.

E não adianta tampar a lata com a mão porque na hora que você abrir a boca para cantar “... cachaça não é água não...” a molecada vai espirrar a espuma na sua goela.

E sabe aqueles caras briguentos que só vão pra arrumar confusão?

Na verdade eles são gays enrustidos. Acompanhe o meu raciocínio:

Há 800 mil mulheres solteiras dando sopa, beijo e o que vai um bom xaveco puder render. Mas, o imbecil vai olhar justamente praquela menina que tá acompanhada pelo cara que é irmão gêmeo do segurança.

Aí, é briga na certa.

Mas, esse negócio de mexer com mulher comprometida é truque.

O cara mexe com a mina, aí o namorado da mina, fortão, vai se atracar e rolar no chão com ele. Na sequência, vem a turma do deixa - disso, geralmente outros caras fortões.

Aí o folgado vai pra casa todo dolorido e diz pros colegas que está feliz porque “brigou”.

Feliz porque brigou uma ova! Ele está feliz porque foi agarrado por um sem número de homens musculosos e suados.

Depois disso, ele assiste o Big Brother e vai dormir, chupando dedo, sonhando que está “de conchinha” com o Cadu.

Mas, apesar do amigo bêbado, da cerveja quadrada, da espuminha e dos brigões, o Carnaval ainda é o Carnaval.

Ruim mesmo é a ressaca (física e emocional) da quarta-feira de cinzas.

Por isso, é que só postei hoje!