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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal



Desde 2004, ficou instituído que na Ceia de Natal da minha casa, ninguém mais levaria pavê de sobremesa.

Pelo amor de Deus! Eu não aguentava mais aquela piada:

- É pavê ou é pra comer?

No último ano eu quase respondi:

- Não! É pra cagar!

- O quê?!!!

- É sim! Por que este pavê foi preparado à base de bolacha ao leite, coalhada, ameixa, mamão, iogurte Activia e duas gotas de Lacto Purga pra dar sabor.

- É sério?

Pior do que a piada do pavê são essas pessoas que não entendem outra piada que não seja a do pavê.

A gente tira essa pessoa no Amigo Secreto. Ela é linda, magra e super boazinha. Mas, para dar graça à brincadeira, descrevemos a pessoa com todas essas características invertidas:

- A minha Amiga Secreta é horrorosa, uma baleia de tão gorda e mais chata que o Galvão Bueno. A minha amiga secreta é a... SUZANE!

Mas, ao invés de vir te abraçar, a menina sai correndo e chorando de soluçar.

Se a gente a tivesse chamado de Suzane Von Richthofen, ainda vá lá! Mas, chorar por causa de uma ironia? Ah, é muita sensibilidade natalina.

Mas, sensível mesmo é aquele tio roqueiro que ficou velho e solteiro. Ele bebe todas e mais algumas. Sem a gente tá esperando ele nos agarra pelo braço, apanha o microfone do video-kê e começa a nos elogiar bem alto:

- Esse cara aqui é muito inteligente, educado, trabalhador...

Prevendo que aquele discurso é mais longo que os discursos do Fidel Castro, a gente corta:

- Obrigado, tio. Mas, agora eu preciso ir.

- Espera aí! Eu tô falando! Pombas!

Ele te segura firme e recomeça:

- Esse cara aqui é muito inteligente, educado, trabalhador...

- Tio, você não tá entendendo! Eu PRECISO sair daqui urgente!

- Espera um pouquinho, cacete! Eu tô falando!

- Tio, eu preciso MESMO sair daqui. Eu comi o pavê de Activia e se não correr eu...

- Espera um pouquinho! Eu tô falan...

- TIO!!! PUTA QUE O PARIU! ME LARGA SE NÃO VAI DAR MERDA!!!

Então, o tio entende aquilo como um desafio e muda o rumo do discurso:

- O QUÊ?!!! Quem você tá pensando que é? Tá convencido só porque fez faculdade? Você não passa de um merdinha que não saiu das fraldas e...

Aí vem a tia viúva que “carrega aquela cruz” e o leva embora, carregado, antes que ele comece a chorar ou a cantar Raul.

O que eu não acho justo são aqueles amigos bombados do meu sobrinho que aparecem em casa e tomam toda a nossa cerveja na faixa!

- Não é por nada, mas, fala pros teus amigos colaborarem e trazerem pelo menos uma caixinha. Os caras bebem todas, pô!

Meu sobrinho falou. E no ano passado os dois amigos “bombas” me apareceram aqui com uma garrafa de Bavaria quente cada um!

E continuaram bebendo da nossa cerveja boa e gelada...

Mas, pelo menos não trouxeram o cantor Leonardo pra abrir as garrafas cantando: “- Hoje é sexta-feira – á!” O que já é uma grande coisa!

Mas, só porque a véspera do Natal passado caiu na quinta.

Meu medo é que a véspera deste vai cair na sexta...



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Desejo a todos que tem a paciência de ler o que escrevo, aos que comentam, aos que me seguem, aos que me indicam, que neste Natal recebam algo muito especial, seja um presente material, seja uma pessoa, seja grande, seja pequeno, mas significativo. Enfim, que cada um de vocês receba algo que deseja muito! A maioria aqui, não conheço pessoalmente, mas, todos são muito importantes para a continuidade do blog e para o crescimento da minha auto estima. Portanto, são muito importantes para mim! Por isso, desejo de coração que tenham um Natal realmente FELIZ!!!

Abraços e beijos!

Paulo SergioP S: O Leiturista

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Continhos de final de ano


Depois da ceia de Natal, Isabel e suas primas adolescentes resolveram dar um rolezinho pelo condomínio. A ordem da família era que não demorassem, pois ainda teriam que fazer o Amigo Secreto.


Havia várias pessoas em frente as casas e Isabel, com sua beleza estonteante, chamava a atenção por onde passava.

Vários carinhas vieram falar com ela. Aliás, sempre que saía, era assim: Ela podia escolher com quem queria ficar.

Só que desta vez ela escolheu justamente o namorado de uma fisiculturista.

Isabel tomou um soco na boca, uma voadora no peito e uma joelhada no estômago.

O engraçado é que nesse Natal ela só havia pedido de presente uma “rasteirinha”.

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Quando tinha 10 anos, Julinha disse pra família que queria entrar para um convento.

Mas, a adolescência chegou e a convivência com outras garotas da mesma idade fez com que ela mudasse de ideia. Agora, ela sonhava em se casar de branco.

Para isso, aos 23 anos, ela se mantinha membro de um grupo em extinção hoje em dia: o grupo das mulheres virgens com mais de 20 anos.

Julinha ficava aterrorizada com as aventuras sexuais das amigas. Sobretudo, das mais novas que ela. Tanto, que cada vez menos esse assunto era comentado perto dela.

Essa garota não saía à noite. Sua vida girava em torno da igreja. Freqüentava a missa 3 vez por semana e dava aulas de catecismo de segunda à sábado.

Por esses motivos, todo mundo estranhou quando ela apareceu de mãos dadas na festa da paróquia com o Bentão.

Entre as qualidades de Bentão, estava o fato de não gostar de trabalhar, de gostar muito de beber e de fazer bebê (era o pai de pelo menos 6 crianças com 6 mulheres diferentes) e de já ter alugado todos os filmes pornôs das locadoras da cidade.

Praticamente um tarado!

Por isso, o assunto na cidade era o namoro desses dois.

Como Julinha, que queria se casar virgem, conseguia prender o maníaco do Bentão sem sexo? Teria ele sido convertido e salvo por ela? Ou havia aí um truque da moça não revelado?

Depois da comilança do último Réveillon, Julia ficou com algo enroscado em sua garganta. Tomou muita água, leite com nata, comeu miolo de pão seco, mas, nada solucionou o problema. Depois de 3 dias ela resolveu ir ao médico.

Com uma lanterninha e uma pinça comprida, em poucos minutos o doutor Moretson, ao mesmo tempo, resolveu o problema da moça e solucionou um grande mistério naquela cidade ao revelar que o que estava enroscado na garganta da moça nada mais era do que um pentelho.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal



Diz a lenda que se a gente colocar o sapatinho na janela na noite de Natal, Papai Noel deixará um presente dentro.

Quando eu era criança, achava que poderia levar vantagem nisso. Afinal, tenho apenas 1,73 m de altura e calço 43 (às vezes 44).

Então, num certo Natal, coloquei meu "sapatinho" na janela do quintal. No dia seguinte, fui correndo até onde ele estava pendurado, na esperança de encontrar, pelo menos, uma casa mobiliada dentro dele.

Mas, como Natal não é Programa do Gugu nem do Luciano Huck, a única coisa que achei dentro do sapato foi uma barata. E morta, porque na época eu usava um Kichute que fedia que era uma desgraça.

Mas, os anos se passaram e eu descobri que aquele senhor de óculos, barba branca e roupa vermelha não existia.

Quer dizer, existia, mas, não era o Papai Noel, era o "Pinga", pai do meu primo.

Por que será que sempre tem um que é escalado todo ano pra ser o Papai Noel?

Deveria haver um revezamento obrigatório para essa tarefa tão árdua.

Primeiro, o cara tem que ficar até a meia-noite sem tomar uma gota de álcool. Papai Noel com bafo e trocando os presentes da criançada de tão bêbado, não dá!

Além disso, tem que usar aquela puta roupa quente, em pleno verãozão de dezembro e não pode nem suar porque a barba desgruda.

Depois, ele ainda tem que sair escoltado pra criançada não segui-lo e descobrir a farsa.

Mas, sempre tem um garoto mais velho e metido a esperto que tenta estragar tudo dizendo:

- Eu sei quem é o Papai Noel!

Aí, um adulto mais esquentado diz:

- É mesmo? Então fica na tua ou vai virar comida de rena!

Falando em rena, uma vez, um moleque chegou correndo dizendo que o Papai Noel havia deixado o trenó estacionado no campinho atrás da casa da minha tia. No dia seguinte, outro menino ainda confirmou:

- É verdade mesmo, a grama lá do campinho tá mais baixa do que ontem.

Tô torcendo pra esse ano o bom velhinho deixar as renas aqui na viela do lado de casa porque o mato já tá quase cobrindo o poste elétrico.

Ontem, fui fazer a leitura da luz numa casa e uma mulher muito simpática apareceu com um panetone na mão dizendo assim:

- Olha, Papai Noel apareceu aqui e pediu pra eu entregar isso pra você.

Eu respondi:

- Obrigado! E aproveitando que a senhora é tão chegada dele, diz que o meu pedido de Natal desse ano é ganhar na mega sena da virada!

Quem já leu minhas outras postagens deve ahcar que tenho uma espécie de fixação em ganhar na mega sena, de tanto que já falei sobre isso. Na verdade, não!

Estou apenas fazendo um teste para ver se a "Lei da Atração" do livro "O Segredo" funciona mesmo. Tanto que caso eu ganhe os 85 milhões do prêmio, vou distribuir tudo entre as pessoas carentes...

... as pessoas carentes aqui da minha casa.

Falando sério:

Conheço gente que não gosta de Natal. Dizem que é uma época de falsidade, quando as pessoas saem cumprimentando aqueles de quem falaram mal o ano todo, como se nada tivesse acontecido.

Aí eu pergunto:

Quantas vezes por dia nós temos que "engolir sapo" de clientes mal educados, de fornecedores estressados, de chefes mal humorados porque não "deram uma" na noite anterior?

Muitas! E por quê?

Pra garantir o nosso emprego.

Somos falsos por causa disso?

Talvez. Mas, é um mal necessário.

Nesse Natal quero apenas estar com as pessoas que gosto. De repente, pode até ser que o cunhado mala apareça. E daí? Não preciso me tornar amigo dele. Mas, o que custa tomar umas cervejas e jogar conversa fora com o cara?

E pra quem não suporta a família, procure ficar com os amigos. E não reclame deles, pois, foi você mesmo quem os escolheu!


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A todos que me apóiam, lendo, seguindo e indicando o blog, desejo apenas uma coisa nesse Natal:

- MUITA LUZ PRA VOCÊS!!!

Afinal, eu sou um dos únicos que podem desejar isso, pois sou: "O homem da luz!"






sexta-feira, 5 de junho de 2009

Perfumarias

Adoro perfumes. Mas, definitivamente, não tenho sorte com perfumarias.

Certa vez, precisava comprar um presente para dar de Natal. Já era 23 de dezembro e eu ainda não havia me decidido.

Nesse dia, terminei meu trabalho próximo a uma perfumaria famosa aqui da cidade. Aproveitei o “milagre” de estar quase vazia e entrei.

Num canto, quatro vendedoras mais maquiadas que os integrantes da Banda Kiss, conversavam.

Observei as prateleiras. Olhei alguns kits. Experimentei fragrâncias.

Já estava tendo uma crise aguda de rinite alérgica e elas continuavam agindo como se eu não estivesse ali.

“Caramba! Será que eu tô fedendo?”

Claro que não. Isso seria um ótimo motivo para ser atendido. Mas, qual seria o problema, então?

De repente, vi meu reflexo num espelho: eu estava usando uniforme!

Provavelmente, aquelas meninas pensam que quem usa uniforme não tem dinheiro pra comprar perfume. Elas tem razão. Segundo um Correio Braziliense de 2002, um piloto de avião no topo da carreira chega a ganhar um salário mensal de apenas R$ 24 mil... E eles usam uniforme!


Eu estava indignado com tanto preconceito.

Pensei em chamar uma delas e começar a falar em Inglês. Mas não o fiz.

Primeiro, porque não gosto de humilhar ninguém.

Segundo, porque não sei falar Inglês.

Pensei em outras alternativas como pegar um perfume e sair sem pagar, anunciar um assalto, acender um famoso “peido de velha” atrás do balcão. Tudo pra ver se chamava a atenção.

Mas nada precisou ser feito. Atrás de mim, ouvi uma voz me chamando:

- Paulo?

Virei e vi que era uma velha amiga que não encontrava havia tempos. Percebi que usava o uniforme da loja. Depois do abraço e um pouco de conversa ela perguntou:

- Posso te ajudar?

- Só se você for a gerente.

- Eu sou.

Aí eu fui à forra:

- Então, é que estou aqui faz pelo menos 20 minutos e pude perceber que a perfumaria está carente de vendedores. Posso deixar um currículo?

Minha amiga entendendo minha ironia disse:

- Infelizmente nós não estamos contratando no momento. Mas, é uma coisa pra se pensar.

Nisso, as meninas já haviam se ligado. Uma delas veio até nós e se dispôs a me ajudar.

- Você quer olhar algum perfume?

- Não, obrigado. Eu já enjoei de olhar. Agora vou levar.

E com um sorriso no rosto, peguei o kit mais caro. Não por vingança, mas porque a pessoa que o ganhou merecia.

As garotas, além de não receberem a comissão do meu presente, tomaram uma dura da minha amiga, mais tarde.

E a loja, uma semana depois foi assaltada. Segundo consta nos jornais, por "bandidos bem vestidos".
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Situação estranha aconteceu também numa outra perfumaria bastante conhecida do centro da cidade.

Um sobrinho meu, sabendo que eu trabalharia num determinado dia próximo a essa perfumaria, pediu que lhe comprasse um desodorante.

Vou chamar o desodorante de Desodorante X.

Nesse dia, após o trabalho, entrei nessa loja de perfumes e, como estava com certa pressa de ir embora, fui direto ao assunto:

- Boa tarde! Eu quero levar um desodorante desse aqui. - e apontei o Desodorante X.

- Mas, o senhor não quer experimentar primeiro?

Bom, aí eu tive certeza de que quando estou de uniforme, além de ficar com cara de pobre, fico com cara de burro. A vendedora deve ter pensado que escolhi aquele desodorante porque “achei a embalagem bonitinha”.

- Não precisa, eu já conheço. Além disso, não é pra mim, é pro meu sobrinho.

- É desse daqui mesmo?

- É. Desodorante X não é esse?

- É, só que desse aqui não tem mais. Só essa amostra.

Era só o que faltava.

- Vou ligar pra ele.

Peguei o celular e liguei pro meu sobrinho. Ele disse que eu poderia comprar o Desodorante Y, ou o Desodorante Z no lugar do X.

- Tem Desodorante Y?

- Vendi o último antes de você chegar.

- E o Desodorante Z?

- Ele vai chegar hoje, lá pelas 5 e meia.

Já era 4 e meia da tarde, mas eu não podia esperar.

- Vou fazer o seguinte, volto aqui amanhã cedo.

- Amanhã estará fechado pra balanço.

- Depois de amanhã, sábado.

- Fecharemos pra uma pequena reforma.

- E quando abre de novo?

- No sábado seguinte.

Uma semana depois eu estava lá.

- Olá! Desodorante X, tem?

- Continua faltando. E o Desodorante Y, também.

- Só falta você me dizer que o Desodorante Z acabou.

- Não, saiu de linha.

Depois dessa, se eu fosse meu sobrinho, juro que faria igual a Ana Maria Braga: nunca mais usava desodorantes.